https://noticiabrasil.net.br/20260911/moraes-questiona-presidente-do-stf-sobre-quebra-parcial-de-sigilo-feita-por-mendonca-no-caso-master-54040844.html
Moraes acusa Mendonça de 'escolha seletiva' e pede divulgação integral do caso Master pelo STF
Moraes acusa Mendonça de 'escolha seletiva' e pede divulgação integral do caso Master pelo STF
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Em meio às divulgações parciais de informações ligadas às investigações do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes enviou... 11.09.2026, Sputnik Brasil
2026-09-11T13:51-0300
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Mesmo com a decisão de Fachin que obrigou Mendonça a publicar documentos ligados ao caso, pelo menos 180 materiais não foram disponibilizados, conforme Moraes. "Ao cumprir parcialmente a decisão de Vossa Excelência, o ministro André Mendonça […] selecionou subjetivamente o levantamento do sigilo, tornando público somente o que entendeu conveniente", disse.Na última quinta-feira (10), Fachin determinou a retirada do sigilo de processos ligados ao Banco Master que não comprometessem as investigações ainda em andamento. Já dados sobre diligências considerados indispensáveis para a realização das medidas seguiram confidenciais.Segundo o ofício de Moraes, o ministro André Mendonça liberou a publicação de 14 procedimentos ligados às investigações, além do processo principal, número que mostra que a determinação não foi cumprida integralmente.Entre as informações reveladas pela documentação, está a investigação contra o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) relacionada ao financiamento do filme "Dark horse", produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).O senador passou a ser formalmente investigado no inquérito após uma decisão de Mendonça, de 22 de julho. A medida atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF), que solicitou a apuração de possíveis crimes relacionados ao financiamento da cinebiografia. Na ocasião, a corporação pediu que fossem apurados crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e delitos correlatos.Documentos apontam que Flávio negociou diretamente com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro o repasse de pelo menos US$ 24 milhões (R$ 122,4 milhões) para a produção do longa-metragem nos Estados Unidos. Desse valor, US$ 12,3 milhões (R$ 66,3 milhões) teriam sido efetivamente pagos.O relatório também cita a participação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e de seu advogado, Paulo Calixto, na estruturação financeira das operações.Aliado de Flávio é alvo de buscas da PFTambém na quinta, o ministro Flávio Dino autorizou uma operação da PF sobre irregularidades no financiamento do filme sobre o ex-presidente, incluindo a suspeita de desvio de R$ 750 mil e de uso de recursos públicos de emendas parlamentares. Entre os alvos estava o deputado federal Mario Frias (PL-SP).Segundo relatório, Frias teria repassado R$ 2 milhões em emendas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG presidida por Karina Gama, que também é proprietária da Go Up Entertainment, produtora do filme. Flávio classificou a operação como "fajuta" e afirmou: "Faltam 24 dias para a eleição, eles precisam inventar alguma coisa contra mim".Outro elemento da investigação é a delação premiada de Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. Segundo o relato, ele fazia remessas financeiras e obtinha dinheiro em espécie para Daniel Vorcaro, inclusive com o transporte de valores em malas.
https://noticiabrasil.net.br/20260910/fachin-determina-retirada-de-sigilo-do-caso-master-e-envia-autos-a-ministros-do-stf-54017615.html
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Moraes acusa Mendonça de 'escolha seletiva' e pede divulgação integral do caso Master pelo STF
13:51 11.09.2026 (atualizado: 16:06 11.09.2026) Em meio às divulgações parciais de informações ligadas às investigações do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes enviou um ofício ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, no qual questiona a seletividade do ministro André Mendonça no material que seria tornado público.
Mesmo com a decisão de Fachin que obrigou Mendonça a publicar documentos ligados ao caso,
pelo menos 180 materiais não foram disponibilizados, conforme Moraes. "Ao cumprir parcialmente a decisão de Vossa Excelência, o
ministro André Mendonça […]
selecionou subjetivamente o levantamento do sigilo, tornando público somente o que entendeu conveniente", disse.
Na última quinta-feira (10), Fachin determinou a retirada do sigilo de processos ligados ao Banco Master que não comprometessem as investigações ainda em andamento. Já dados sobre diligências considerados indispensáveis para a realização das medidas seguiram confidenciais.
Segundo o ofício de Moraes, o ministro André Mendonça liberou a publicação de 14 procedimentos ligados às investigações, além do processo principal, número que mostra que a determinação não foi cumprida integralmente.
Entre as informações reveladas pela documentação, está a investigação contra o
senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) relacionada ao
financiamento do filme "Dark horse", produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O senador passou a ser formalmente investigado no inquérito após uma decisão de Mendonça, de 22 de julho. A medida atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF), que solicitou a apuração de possíveis crimes relacionados ao
financiamento da cinebiografia. Na ocasião, a corporação pediu que fossem apurados crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e delitos correlatos.
Documentos apontam que Flávio negociou diretamente com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro o repasse de pelo menos US$ 24 milhões (R$ 122,4 milhões) para a produção do longa-metragem nos Estados Unidos. Desse valor, US$ 12,3 milhões (R$ 66,3 milhões) teriam sido efetivamente pagos.
O relatório também cita a participação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e de seu advogado, Paulo Calixto, na
estruturação financeira das operações.
Aliado de Flávio é alvo de buscas da PF
Também na quinta, o ministro Flávio Dino autorizou uma operação da PF sobre irregularidades no financiamento do filme sobre o ex-presidente, incluindo a suspeita de desvio de R$ 750 mil e de uso de recursos públicos de emendas parlamentares. Entre os alvos estava o deputado federal Mario Frias (PL-SP).
Segundo relatório, Frias teria repassado R$ 2 milhões em emendas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG presidida por Karina Gama, que também é proprietária da Go Up Entertainment, produtora do filme. Flávio classificou a operação como "fajuta" e afirmou: "Faltam 24 dias para a eleição, eles precisam inventar alguma coisa contra mim".
Outro elemento da investigação é a delação premiada de Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. Segundo o relato, ele fazia remessas financeiras e obtinha dinheiro em espécie para Daniel Vorcaro, inclusive com o transporte de valores em malas.
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