https://noticiabrasil.net.br/20260912/lacos-atomicos-do-brics-se-fortalecem-apesar-de-sancoes-ocidentais-diz-chefe-da-rosatom-54073515.html
'Laços atômicos' do BRICS se fortalecem apesar de sanções ocidentais, diz chefe da Rosatom
'Laços atômicos' do BRICS se fortalecem apesar de sanções ocidentais, diz chefe da Rosatom
Sputnik Brasil
Apesar da pressão das sanções, dos ataques à logística, do colapso do sistema de pagamentos e da interrupção das cadeias de fornecimento, a dimensão do átomo... 12.09.2026, Sputnik Brasil
2026-09-12T12:18-0300
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Discursando durante a cúpula do BRICS em Nova Deli, na Índia, o chefe da estatal russa afirmou que a Rússia e a Índia já prepararam o protocolo sobre a nova fase de cooperação atômica bilateral.Além disso, o diretor-geral da corporação russa afirmou que a "carteira de encomendas estrangeiras" da Rosatom excede US$ 200 bilhões (R$ 1,024 trilhão) por um período de dez anos e que está em andamento um trabalho constante para concluir novos contratos.Mais do que isso, a empresa procura também desenvolver a logística entre os países membros do BRICS no que se refere ao uso da Rota Marítima do Norte como o maior corredor de transporte do Ártico, com a "grande mangueira sul" para os mercados do Leste e Sudeste da Ásia, destacou Likhachev.Respondendo à pergunta da Sputnik sobre como a Rosatom avalia as perspectivas de ampliar sua presença no Oriente Médio, Likhachev afirmou que o Irã continua sendo a prioridade da Rússia na região e que Moscou envia novos especialistas para a Usina Nuclear de Bushehr.Entre os demais países da região com os quais a Rússia pretende desenvolver cooperação nuclear estão Armênia, Arábia Saudita e Egito.Além disso, o chefe da Rosatom afirmou que a Rússia, no âmbito da cooperação com os países do BRICS, está pronta para oferecer e desenvolver projetos de uso de reatores nucleares para fins médicos e para a produção de farmacêutica atômica.O diretor-geral da corporação não deixou de mencionar o problema do uso da Usina Nuclear de Zaporozhie (ZNPP, na sigla em inglês).Em particular, ele disse que Moscou informou repetidamente à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que a linha de Dniepre foi reparada do lado russo, e resta apenas alimentá-la do outro lado, mas ainda "não há soluções".O chefe da Rosatom declarou também que não é só a Europa que deve tentar influenciar Kiev na questão da segurança da Usina de Zaporozhie.É necessário informar a comunidade internacional o mais rapidamente possível sobre os riscos e ameaças da ZNPP no contexto do aumento dos ataques das Forças Armadas da Ucrânia no território da Usina Nuclear de Zaporozhie e de Energodar, disse Likhachev anteriormente.
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'Laços atômicos' do BRICS se fortalecem apesar de sanções ocidentais, diz chefe da Rosatom
Apesar da pressão das sanções, dos ataques à logística, do colapso do sistema de pagamentos e da interrupção das cadeias de fornecimento, a dimensão do átomo pacífico do BRICS só se intensifica, disse o diretor-geral da empresa russa Rosatom, Aleksei Likhachev.
Discursando durante a
cúpula do BRICS em Nova Deli, na Índia, o chefe da estatal russa afirmou que a Rússia e a Índia
já prepararam o protocolo sobre a nova fase de cooperação atômica bilateral.
"Espero muito que até o final do ano o assinemos e que não apenas construamos ativamente nossos 'bestsellers' de hoje, mas também envolvamos nossos parceiros indianos na implementação de usinas nucleares de quarta geração", acrescentou Likhachev.
Além disso, o diretor-geral da corporação russa afirmou que a "carteira de encomendas estrangeiras" da
Rosatom excede US$ 200 bilhões (R$ 1,024 trilhão) por um período de dez anos e que está em andamento um trabalho constante para concluir novos contratos.
Mais do que isso, a empresa procura também
desenvolver a logística entre os países membros do BRICS no que se refere ao uso da
Rota Marítima do Norte como o maior corredor de transporte do Ártico,
com a "grande mangueira sul" para os mercados do Leste e Sudeste da Ásia, destacou Likhachev.
Respondendo à pergunta da Sputnik sobre como a Rosatom avalia as perspectivas de ampliar sua presença no
Oriente Médio, Likhachev afirmou que
o Irã continua sendo a prioridade da Rússia na região e que Moscou envia novos especialistas para a Usina Nuclear de Bushehr.
Entre os demais países da região com os quais a Rússia pretende desenvolver
cooperação nuclear estão
Armênia, Arábia Saudita e Egito.Além disso, o chefe da Rosatom afirmou que a Rússia, no âmbito da cooperação com os países do BRICS, está pronta para oferecer e desenvolver projetos de uso de reatores nucleares para fins médicos e para a produção de farmacêutica atômica.
O diretor-geral da corporação não deixou de mencionar o problema do uso da
Usina Nuclear de Zaporozhie (ZNPP, na sigla em inglês).
Em particular, ele disse que Moscou informou repetidamente à Agência Internacional de Energia Atômica (
AIEA) que
a linha de Dniepre foi reparada do lado russo, e resta apenas alimentá-la do outro lado,
mas ainda "não há soluções".
O chefe da Rosatom declarou também que não é só a Europa que deve tentar influenciar Kiev na questão da segurança da Usina de Zaporozhie.
É necessário informar a comunidade internacional
o mais rapidamente possível sobre os riscos e ameaças da ZNPP no contexto do aumento dos ataques das
Forças Armadas da Ucrânia no território da Usina Nuclear de Zaporozhie e de Energodar, disse Likhachev anteriormente.
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