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EUA minarão sua defesa e credibilidade global se retirarem ativos militares da Europa, diz mídia

© AP Photo / Mindaugas KulbisMembros do Exército dos EUA participam do exercício militar da OTAN 'em um campo de treinamento Lituânia, 26 de outubro de 2022
Membros do Exército dos EUA participam do exercício militar da OTAN 'em um campo de treinamento Lituânia, 26 de outubro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 16.09.2026
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A retirada dos Estados Unidos da Europa poderia enfraquecer a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e comprometer a segurança do próprio país, escreve uma revista norte-americana.
A revista aponta que a administração do presidente estadunidense, Donald Trump, já começou a reduzir suas forças no continente europeu e está considerando retirar aeronaves, navios e outras unidades.

"Para Trump e sua equipe, retirar-se da Europa faz sentido. Eles argumentam que o continente é rico e poderoso o suficiente para se defender plenamente. Washington, por sua vez, deve destinar seus recursos militares aos crescentes desafios na Ásia e no Oriente Médio", ressalta o artigo.

Além disso, é apontado que está em discussão a transferência de vários cargos de liderança para militares europeus na OTAN.
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Segundo a matéria, os países europeus não terão condições de substituir totalmente as capacidades norte-americanas. Em particular, a redução da aviação de patrulha dificultará a vigilância dos submarinos russos.
No início de setembro, pela primeira vez em décadas, a Marinha dos Estados Unidos não participou dos exercícios antissubmarino da OTAN no Atlântico Norte. A diminuição da presença estadunidense também pode ter consequências fora da Europa, observa a publicação.
Assim, China e Coreia do Norte podem interpretar a recusa de Washington em honrar parte de suas obrigações com os aliados europeus como um sinal de que os Estados Unidos não são confiáveis para defender Taiwan e Coreia do Sul.
Dúvidas em uma região inevitavelmente afetam a percepção das garantias dos EUA em outras. Ao mesmo tempo, o aumento da presença nuclear dos Estados Unidos na Europa pode compensar a redução das forças convencionais.
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Além disso, um conflito não nuclear é o caminho mais provável para uma guerra nuclear. Portanto, a dissuasão convencional e a dissuasão nuclear estão intimamente relacionadas, e a retirada das tropas americanas pode enfraquecer os dois mecanismos, conclui o texto.
No dia 18 de junho, o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou o início da revisão do envio de tropas norte-americanas para a Europa. Segundo ele, a Europa deve assumir a responsabilidade primária pela sua própria defesa.
Antes disso, Hegseth declarou que a OTAN deve se tornar novamente uma "verdadeira aliança militar", adotando uma postura de "linha dura" e possuindo capacidades reais de dissuasão.
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