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UE pode perder quase toda a produção de gás até 2050, aponta empesa analítica

© Sputnik / Dmitry Lelschuk / Acessar o banco de imagensInstalações em terra no centro de distribuição de gás do gasoduto Nord Stream 2, na cidade alemã de Lubmin, em 31 de março de 2021
Instalações em terra no centro de distribuição de gás do gasoduto Nord Stream 2, na cidade alemã de Lubmin, em 31 de março de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 16.09.2026
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As opções da União Europeia em relação à extração de gás estão se estreitando. Sem novos investimentos em campos, os países-membros importarão mais de 98% do combustível azul até 2050, apontou um novo relatório publicado pela empresa analítica Wood Mackenzie.
A dependência de importações da Europa se reflete no fato de que a UE importa 85% do gás que consome atualmente. No entanto, os níveis atuais de investimento mantêm a produção próxima a 40 bilhões de metros cúbicos até 2038, mas deixam a exposição estratégica à importação praticamente inalterada.
Válvulas de tubulação do gasoduto Gazela, que transporta gás russo para a União Europeia, entre a República Tcheca e a Alemanha, em 23 de novembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.09.2026
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"Sustentar a produção de hoje requer um investimento enorme", comentou o analista sênior de pesquisa na Wood Mackenzie, Lewis Lawrence. "A verdadeira questão é se os governos estão dispostos a criar as condições que tornam o caso alto possível, porque a janela está se estreitando", acrescentou.

Ao falar sobre o caso, Lawrence referiu-se a um dos três prognósticos que, segundo a sua empresa, pode alterar a posição da UE.
"Com termos fiscais estabilizados, permitindo aceleração e restrições corporativas resolvidas, a produção chega a 77 bilhões de metros cúbicos até 2042, atendendo 38% da demanda", indicou Wood Mackenzie no seu relatório.
No futuro, o gás natural liquefeito (GNL) continuará preenchendo o espaço nas importações da UE devido a que a oferta da Noruega vai se reduzir na década de 2030, os volumes do Norte da África enfrentarão pressão da demanda doméstica e o gás russo será eliminado.
Tubulação de gás na planta de regaseificação Enagss, a maior planta de gás natural liquefeito (GNL) da Europa, em Barcelona, Espanha, 29 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 05.03.2026
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Em 26 de janeiro, o Conselho da UE aprovou a proibição total do fornecimento de GNL russo à UE a partir de 1º de janeiro de 2027 e de gás entregue por gasoduto a partir de 30 de setembro de 2027.
Ao mesmo tempo, a proibição da importação de GNL sob contratos de curto prazo entrou em vigor em 25 de abril de 2026, e os contratos de curto prazo para o fornecimento de gás por gasoduto deveriam ser concluídos até 17 de junho de 2026.
Ao mesmo tempo, o presidente russo, Vladimir Putin, declarou que a Rússia, dada a intenção da União Europeia de recusar por completo o gás russo, pode iniciar com antecedência sua retirada do mercado europeu e redistribuir as exportações para outros compradores mais interessados.
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