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'A inflação nos EUA está alta demais há muito tempo', afirma presidente do Fed

© AP Photo / Mark SchiefelbeinO presidente do Conselho de Governadores da Reserva Federal (Fed) dos EUA, Kevin Warsh, fala durante uma coletiva de imprensa no Fed, em Washington, D.C., 16 de setembro de 2026
O presidente do Conselho de Governadores da Reserva Federal (Fed) dos EUA, Kevin Warsh, fala durante uma coletiva de imprensa no Fed, em Washington, D.C., 16 de setembro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 17.09.2026
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O presidente da Reserva Federal dos EUA (Fed), Kevin Warsh, justificou o aumento da taxa de juros devido aos níveis persistentemente elevados de inflação nos Estados Unidos.
Na quarta-feira (16), o banco central norte-americano anunciou que, após vários anos sem aumento, elevaria a taxa básica de juros para uma faixa entre 3,75% e 4%.

Warsh afirmou que essa decisão foi tomada porque "a inflação está alta demais e já dura muito tempo".

Em uma coletiva de imprensa após o anúncio do Fed, o chefe da política monetária norte-americana explicou que essa medida visa controlar os preços, visto que a inflação do verão (Hemisfério Norte) "não indica que as tendências subjacentes tenham melhorado significativamente" na estabilidade de preços.
"Não podemos ignorar os focos de tensão ao redor do mundo, e nossa avaliação dos cenários geopolíticos mais ou menos prováveis mudou. Esses três fatores levaram a uma decisão firme e unânime hoje", declarou Warsh.
Reunião do Comitê de Política Monetária (Copom)  - Sputnik Brasil, 1920, 16.09.2026
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Nas projeções do Fed, publicadas juntamente com o anúncio, considera-se altamente provável que outro aumento na taxa básica de juros seja aprovado antes do final do ano.
De acordo com dados do governo dos EUA, a inflação anual foi de 3,4% em agosto, impulsionada principalmente pela alta dos preços da energia decorrente do conflito no Oriente Médio iniciado pelos EUA e Israel.
A tentativa de reaproximação entre Teerã e Washington em direção a um acordo aliviou as tensões no mercado de energia, que voltou a sofrer turbulências com o fracasso do acordo.
Dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA indicam que os preços da gasolina subiram 3,9% no último ano, o que tem um impacto direto em diversas cadeias de suprimentos e serviços.
Somam-se a isso as tarifas impostas pelo Canadá aos EUA, em resposta à nova política tarifária de seu vizinho do sul.
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