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Lula anuncia transformação de 138 presídios em unidades de segurança máxima
Lula anuncia transformação de 138 presídios em unidades de segurança máxima
Sputnik Brasil
Ao falar sobre o sistema prisional, Lula afirmou que o governo identificou unidades onde lideranças criminosas continuam a atuar de dentro das cadeias. 18.09.2026, Sputnik Brasil
2026-09-18T14:18-0300
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Durante agenda no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a transformação de 138 presídios em unidades de segurança máxima e voltou a defender a criação de um Ministério da Segurança Pública.A proposta faz parte de uma mudança mais ampla que o presidente pretende promover na divisão de responsabilidades entre União, estados e municípios. Lula afirmou que o modelo definido pela Constituição de 1988 deixou grande parte das atribuições de segurança pública sob responsabilidade dos estados."Precisamos dividir as responsabilidades", disse o presidente ao defender uma mudança constitucional para redefinir as atribuições de cada ente federativo.Lula afirmou ainda que, caso a mudança seja aprovada, pretende criar um Ministério da Segurança Pública. Segundo ele, a nova estrutura faria parte de uma política nacional com três frentes: sufocar a logística das organizações criminosas, retomar territórios dominados pelo crime e ampliar a participação das cidades mais populosas no combate à criminalidade.Presidente rejeita classificação de PCC e CV como terroristas e cita 8 de JaneiroA declaração sobre segurança ocorre em meio à reação do governo brasileiro a um relatório dos Estados Unidos que criticou a atuação do Brasil contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).O documento enviado pelo governo de Donald Trump ao Congresso americano afirma que o Brasil não conseguiu enfrentar as duas organizações, classificadas pelos Estados Unidos como organizações terroristas estrangeiras. Trump também defendeu que o governo brasileiro adote medidas mais duras contra os grupos.Ao falar sobre o tema, Lula afirmou que não concorda com o enquadramento das facções como organizações terroristas.União e Rio anunciam ações integradas contra o crimeDurante a agenda, governo federal e governo do Rio também formalizaram uma nova etapa de ações integradas de segurança pública. A proposta prevê a atuação coordenada das forças federais e estaduais em corredores estratégicos e áreas consideradas prioritárias no combate ao crime organizado.Lula classificou a experiência no Rio como um plano-piloto para testar a atuação conjunta das polícias e afirmou que a integração é necessária para recuperar territórios dominados por organizações criminosas.A iniciativa envolve Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e Polícia Civil, com foco também no combate à logística das organizações criminosas e aos roubos de cargas nas rodovias e corredores estratégicos do estado.
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donald trump, luiz inácio lula da silva, jair bolsonaro, rio de janeiro, estados unidos, brasil, primeiro comando da capital (pcc), ministério da segurança pública, união, constituição de 1988
Lula anuncia transformação de 138 presídios em unidades de segurança máxima
14:18 18.09.2026 (atualizado: 16:21 18.09.2026) Ao falar sobre o sistema prisional, Lula afirmou que o governo identificou unidades onde lideranças criminosas continuam a atuar de dentro das cadeias.
Durante agenda no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (18), o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a
transformação de 138 presídios em unidades de segurança máxima e voltou a defender a
criação de um Ministério da Segurança Pública.
"Agora descobrimos que temos 138 presídios que os comandantes do crime moram. E esses 138 nós vamos transformar em presídio de segurança máxima. A gente vai colocar dinheiro, vai aparelhar o Estado, a polícia estadual", declarou.
A proposta faz parte de uma mudança mais ampla que o presidente pretende promover na divisão de responsabilidades entre União, estados e municípios. Lula afirmou que o modelo definido pela Constituição de 1988 deixou grande parte das atribuições de segurança pública sob responsabilidade dos estados.
"Precisamos dividir as responsabilidades", disse o presidente ao defender uma mudança constitucional para redefinir as atribuições de cada ente federativo.
Lula afirmou ainda que, caso a mudança seja aprovada, pretende criar um Ministério da Segurança Pública. Segundo ele, a nova estrutura faria parte de uma política nacional com três frentes: sufocar a logística das organizações criminosas, retomar territórios dominados pelo crime e ampliar a participação das cidades mais populosas no combate à criminalidade.
Presidente rejeita classificação de PCC e CV como terroristas e cita 8 de Janeiro
A declaração sobre segurança ocorre em meio à reação do governo brasileiro a um relatório dos Estados Unidos que criticou a atuação do Brasil contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
O documento enviado pelo governo de
Donald Trump ao Congresso americano afirma que o Brasil não conseguiu enfrentar as duas organizações, classificadas pelos Estados Unidos como organizações terroristas estrangeiras. Trump também defendeu que o governo brasileiro adote medidas mais duras contra os grupos.
Ao falar sobre o tema, Lula afirmou que não concorda com o enquadramento das facções como organizações terroristas.
"Eu não aceito a ideia de que as facções são terroristas, como diz o Trump. Quando Trump fala em terrorismo, ele fala em terrorismo de Estado, fala da briga pelo poder. É o que o Bolsonaro fez no 8 de Janeiro. Isso é terrorismo."
União e Rio anunciam ações integradas contra o crime
Durante a agenda, governo federal e governo do Rio também formalizaram uma nova etapa de ações integradas de segurança pública. A proposta prevê a atuação coordenada das forças federais e estaduais em corredores estratégicos e áreas consideradas prioritárias no combate ao crime organizado.
Lula classificou a
experiência no Rio como um plano-piloto para testar a atuação conjunta das polícias e afirmou que a integração é necessária para recuperar territórios dominados por organizações criminosas.
A iniciativa envolve Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e Polícia Civil, com foco também no combate à logística das organizações criminosas e aos roubos de cargas nas rodovias e corredores estratégicos do estado.
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