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Rússia alerta para preparativos dos EUA para retomar testes nucleares: 'Ameaça direta à moratória'

© Sputnik / Ministério das Relações Exteriores da Rússia / Acessar o banco de imagensA representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova
A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova - Sputnik Brasil, 1920, 24.09.2026
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O Ministério das Relações Exteriores da Rússia alertou para os preparativos dos EUA para retomar os testes nucleares, o que ameaçaria a moratória em vigor desde 1992.
Esta declaração foi emitida por ocasião do 30º aniversário do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBT, na sigla em inglês).

"O que tem sido dito ultimamente em Washington é particularmente preocupante. A instrução do presidente dos EUA, [Donald] Trump, em 29 de outubro de 2025, de iniciar os preparativos para testes nucleares não é apenas conversa; na verdade, representa uma ameaça direta à moratória que impede o mundo de mergulhar em uma nova corrida armamentista nuclear", disse a representante oficial do ministério, Maria Zakharova.

A autoridade considerou inconsistentes as tentativas dos EUA de acusar outros países de ações supostamente incompatíveis com o CTBT.

"Como é sabido, quando ouvimos esse tipo de declaração vinda de Washington, significa que os norte-americanos pretendem, mais uma vez, renunciar aos seus compromissos internacionais", enfatizou ela.

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Zakharova observou que, dos 188 países signatários do CTBT, 179 o ratificaram, mas a entrada em vigor do tratado permanece incerta.

"O motivo é a posição de algumas nações, principalmente os EUA, que não tomaram medidas efetivas para ratificá-lo durante décadas. As declarações da liderança norte-americana de que o projeto de lei correspondente não será aprovado pelo Congresso são insustentáveis", observou.

Ela enfatizou a notável rapidez com que o Congresso norte-americano aprova leis que beneficiam a elite política. O CTBT, que proíbe todos os testes nucleares, foi aberto para assinatura em 24 de setembro de 1996. O Senado dos EUA recusou-se a ratificar o tratado em 1999.

Rússia e o CTBT

Em relação à Rússia, a diplomata afirmou que o país euroasiático permanece como parte do CTBT, com todos os direitos e obrigações que isso acarreta.

"A Rússia continua a respeitar sua moratória voluntária sobre testes nucleares, estabelecida pela URSS em 1990", enfatizou.

No entanto, se os EUA ou outros Estados signatários do tratado realizarem testes nucleares, a Rússia também será obrigada a tomar medidas retaliatórias, citou o presidente russo Vladimir Putin sobre o assunto.
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Além disso, Zakharova enfatizou que a Rússia foi a primeira das cinco grandes potências nucleares a aderir ao CTBT, no mesmo dia em que o tratado foi aberto para assinatura, em 24 de setembro de 1996.

"Por mais de 20 anos, mantivemos essa posição, mesmo quando Washington não fez nenhum progresso no processo de ratificação do tratado. Mas isso não poderia durar para sempre", continuou ela.

Em 2023, a Rússia retirou sua ratificação, "restaurando assim o equilíbrio com os EUA" em relação às obrigações jurídicas internacionais nessa área, observou Zakharova.
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