Brasil e EUA fazem 1ª reunião na OMC sobre tarifas e terminam encontro sem acordo
Brasil e EUA fazem 1ª reunião na OMC sobre tarifas e terminam encontro sem acordo
Sputnik Brasil
Representantes do Brasil e dos Estados Unidos realizaram nesta sexta-feira (25) a primeira reunião de consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC), em... 25.09.2026, Sputnik Brasil
O encontro teve caráter técnico e terminou sem acordo, abrindo agora um prazo de 60 dias para que os dois países busquem uma solução para a disputa. O Brasil foi representado pelos embaixadores Phillip Fox Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, e Maurício Lyrio, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente. Durante a reunião, os diplomatas questionaram as tarifas de 25% e 12,5% aplicadas pelos Estados Unidos e apresentaram três argumentos contra as medidas. Brasília sustenta que Washington ultrapassou os limites tarifários assumidos ao entrar na OMC, tratou o Brasil de forma menos favorável que outros países em situação semelhante e aplicou as medidas sem submeter previamente a questão ao sistema de solução de controvérsias da organização.As consultas foram solicitadas pelo Brasil em 27 de julho e aceitas pelos Estados Unidos em 6 de agosto. Caso não haja uma solução nos próximos 60 dias, o governo brasileiro poderá pedir a abertura de um painel na OMC para analisar a disputa.A China tentou participar do procedimento, mas teve o pedido rejeitado pelos Estados Unidos. Segundo Washington, a consulta não envolve políticas ou práticas chinesas nem tarifas aplicadas a produtos originários da China.As tarifas são justificadas pelo governo norte-americano por questões como o Pix, comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado brasileiro de etanol e desmatamento ilegal. O Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) também acusa o Brasil de obter vantagem comercial por meio do uso de "trabalho forçado", alegação contestada pelo governo brasileiro.O processo pode se estender até 2027 e, mesmo com uma decisão favorável ao Brasil, não há garantia de imediata das tarifas, já que o órgão de apelação do sistema de solução de controvérsias da OMC está sem juízes desde 2019. O resultado, porém, poderia reforçar a posição brasileira nas negociações com Washington.
Representantes do Brasil e dos Estados Unidos realizaram nesta sexta-feira (25) a primeira reunião de consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, sobre as tarifas de até 37,5% impostas por Washington às exportações brasileiras.
O encontro teve caráter técnico e terminou sem acordo, abrindo agora um prazo de 60 dias para que os dois países busquem uma solução para a disputa. O Brasil foi representado pelos embaixadores Phillip Fox Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, e Maurício Lyrio, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente.
Durante a reunião, os diplomatas questionaram as tarifas de 25% e 12,5% aplicadas pelos Estados Unidos e apresentaram três argumentos contra as medidas. Brasília sustenta que Washington ultrapassou os limites tarifários assumidos ao entrar na OMC, tratou o Brasil de forma menos favorável que outros países em situação semelhante e aplicou as medidas sem submeter previamente a questão ao sistema de solução de controvérsias da organização.
As consultas foram solicitadas pelo Brasil em 27 de julho e aceitas pelos Estados Unidos em 6 de agosto. Caso não haja uma solução nos próximos 60 dias, o governo brasileiro poderá pedir a abertura de um painel na OMC para analisar a disputa.
A China tentou participar do procedimento, mas teve o pedido rejeitado pelos Estados Unidos. Segundo Washington, a consulta não envolve políticas ou práticas chinesas nem tarifas aplicadas a produtos originários da China.
As tarifas são justificadas pelo governo norte-americano por questões como o Pix, comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado brasileiro de etanol e desmatamento ilegal. O Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) também acusa o Brasil de obter vantagem comercial por meio do uso de "trabalho forçado", alegação contestada pelo governo brasileiro.
O processo pode se estender até 2027 e, mesmo com uma decisão favorável ao Brasil, não há garantia de imediata das tarifas, já que o órgão de apelação do sistema de solução de controvérsias da OMC está sem juízes desde 2019. O resultado, porém, poderia reforçar a posição brasileira nas negociações com Washington.
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