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Governo reforça fiscalização para conter alta dos combustíveis
Governo reforça fiscalização para conter alta dos combustíveis
Sputnik Brasil
Medidas incluem 241 fiscalizações, 70 processos contra postos e distribuidoras e multas de até R$ 500 milhões por práticas consideradas abusivas. 28.09.2026, Sputnik Brasil
2026-09-28T16:16-0300
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O governo federal anunciou nesta segunda-feira (28) uma série de medidas para tentar conter a alta dos preços dos combustíveis, pressionados pela elevação da cotação internacional do petróleo em meio ao prolongamento dos conflitos no Oriente Médio.Entre as iniciativas estão a manutenção da subvenção de R$ 2,12 por litro de óleo diesel, o reforço das fiscalizações em postos e distribuidoras e o endurecimento das punições para práticas consideradas abusivas. Pela nova regra, determinadas infrações poderão resultar em multas de R$ 20 mil a R$ 500 milhões.A medida está prevista na Medida Provisória nº 1.393, publicada na sexta-feira (25), que alterou o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Entre as condutas sujeitas à punição está a elevação, sem justa causa, dos preços de produtos da cadeia de combustíveis.Fiscalização em postos e distribuidorasEntre 21 e 25 de setembro, a Operação Carga Pesada realizou 241 ações de fiscalização em agentes do mercado de combustíveis. A mobilização reúne órgãos do governo federal e Procons de todo o país e busca identificar possíveis aumentos injustificados das margens de lucro.Do total, foram 87 ações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), 86 de Procons, 12 da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), 30 conjuntas entre ANP e Procons e 26 conjuntas entre ANP e Senacon.A operação foi desencadeada após a alta recente dos combustíveis, dados obtidos em fiscalizações e cerca de 330 denúncias recebidas pela ANP. Além das novas ações, a Senacon instaurou 70 processos administrativos sancionadores contra postos e distribuidoras, com base em autos anteriormente encaminhados pela agência.ANP determina mais de R$ 700 milhões em multasEm outra frente, a ANP determinou multas que somam mais de R$ 700 milhões contra distribuidoras de combustíveis por elevação considerada abusiva dos preços.Segundo o governo, as penalidades são resultado de fiscalizações realizadas anteriormente e de decisões de primeira instância administrativa. As empresas ainda podem apresentar recurso.Os casos envolvem condutas praticadas durante a vigência de medidas provisórias que deram à ANP atribuição para fiscalizar a elevação abusiva dos preços dos combustíveis. Em algumas das decisões, segundo o governo, foi identificada alta superior a 1.350% na margem bruta das distribuidoras.Governo diz que abastecimento está garantidoO governo federal afirmou ainda que o abastecimento de diesel no país está garantido e que não há, neste momento, risco de desabastecimento.Para outubro, a demanda estimada é de 3,95 milhões de metros cúbicos, enquanto a oferta confirmada chega a 3,978 milhões de metros cúbicos. O país também dispõe de estoques de 1,97 milhão de metros cúbicos, volume considerado suficiente para cerca de 15 dias de consumo.Desde março, uma mesa coordenada pelo Ministério de Minas e Energia acompanha semanalmente o cenário internacional e os fluxos de importação e distribuição de combustíveis.
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Governo reforça fiscalização para conter alta dos combustíveis
16:16 28.09.2026 (atualizado: 18:31 28.09.2026) Medidas incluem 241 fiscalizações, 70 processos contra postos e distribuidoras e multas de até R$ 500 milhões por práticas consideradas abusivas.
O governo federal anunciou nesta segunda-feira (28)
uma série de medidas para tentar conter a alta dos preços dos combustíveis, pressionados pela elevação da cotação internacional do petróleo em meio ao prolongamento dos
conflitos no Oriente Médio.
Entre as iniciativas estão a manutenção da subvenção de R$ 2,12 por litro de óleo diesel, o reforço das fiscalizações em postos e distribuidoras e o endurecimento das punições para práticas consideradas abusivas. Pela nova regra, determinadas infrações poderão resultar em multas de R$ 20 mil a R$ 500 milhões.
A medida está prevista na Medida Provisória nº 1.393, publicada na sexta-feira (25), que alterou o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Entre as condutas sujeitas à punição está a elevação, sem justa causa, dos preços de produtos da cadeia de combustíveis.
Fiscalização em postos e distribuidoras
Entre 21 e 25 de setembro, a
Operação Carga Pesada realizou 241 ações de fiscalização em agentes do
mercado de combustíveis. A mobilização reúne órgãos do governo federal e Procons de todo o país e busca identificar possíveis aumentos injustificados das margens de lucro.
Do total, foram 87 ações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), 86 de Procons, 12 da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), 30 conjuntas entre ANP e Procons e 26 conjuntas entre ANP e Senacon.
A operação foi desencadeada após a alta recente dos combustíveis, dados obtidos em fiscalizações e cerca de 330 denúncias recebidas pela ANP. Além das novas ações, a Senacon instaurou 70 processos administrativos sancionadores contra postos e distribuidoras, com base em autos anteriormente encaminhados pela agência.
ANP determina mais de R$ 700 milhões em multas
Em outra frente, a ANP determinou multas que somam mais de R$ 700 milhões contra distribuidoras de combustíveis por elevação considerada abusiva dos preços.
Segundo o governo, as penalidades são resultado de fiscalizações realizadas anteriormente e de decisões de primeira instância administrativa. As empresas ainda podem apresentar recurso.
Os casos envolvem condutas praticadas durante a vigência de medidas provisórias que deram à ANP atribuição para fiscalizar a elevação abusiva dos preços dos combustíveis. Em algumas das decisões, segundo o governo, foi identificada alta superior a 1.350% na margem bruta das distribuidoras.
Governo diz que abastecimento está garantido
O governo federal afirmou ainda que
o abastecimento de diesel no país está garantido e que não há, neste momento,
risco de desabastecimento.
Para outubro, a demanda estimada é de 3,95 milhões de metros cúbicos, enquanto a oferta confirmada chega a 3,978 milhões de metros cúbicos. O país também dispõe de estoques de 1,97 milhão de metros cúbicos, volume considerado suficiente para cerca de 15 dias de consumo.
Desde março, uma mesa coordenada pelo
Ministério de Minas e Energia acompanha semanalmente o cenário internacional e os fluxos de importação e distribuição de combustíveis.
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