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Oriente Médio está mais próximo do BRICS do que do Ocidente, diz especialista (VÍDEOS)
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A escalada das hostilidades no Oriente Médio, tendo o Iêmen e o Irã como epicentros e envolvendo outras nações locais, como a Arábia Saudita, reforça a... 28.09.2026, Sputnik Brasil
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Nesse sentido, o BRICS surge como uma alternativa para auxiliar na construção política da região, segundo Rafael Firme, mestrando em estudos estratégicos internacionais e pesquisador do Núcleo de Pesquisa sobre as Relações Internacionais do Mundo Árabe (NUPRIMA), em entrevista à Sputnik Brasil.O especialista enfatiza que a interação entre os líderes de Teerã e Abu Dabi na reunião do BRICS em Nova Deli demonstra, de certa forma, que os Estados Unidos estão perdendo um pouco de sua projeção geopolítica na região.Reconfiguração geopolítica regional já está em cursoOutro ponto levantado por Firme é que o cenário complexo e tensionado acaba se tornando propício para que os atores regionais ganhem mais protagonismo e peso geopolítico no âmbito do Oriente Médio.Dessa forma, a reconfiguração política local possibilita arranjos de alianças estratégicas que não necessariamente passam por países ocidentais. Com isso, o eixo Washington-Bruxelas acaba tendo seu protagonismo ofuscado, segundo o pesquisador.Irã emerge como a grande potência no Oriente MédioPara Rafael Firme, nesse processo que vem alterando toda a dinâmica regional, Teerã, em sua análise, seria o Estado que tem se destacado perante os demais não apenas por ter resistido aos ataques norte-americanos, mas também por conseguir provar que tem controle completo do estreito de Ormuz.Em um mundo multipolar que coloca cada vez mais em xeque o posicionamento geopolítico das potências hegemônicas, o cenário atual impulsiona a emergência de novos polos de poder e projeção global, consolidando o protagonismo de regiões estratégicas como o Oriente Médio.
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Oriente Médio está mais próximo do BRICS do que do Ocidente, diz especialista (VÍDEOS)
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A escalada das hostilidades no Oriente Médio, tendo o Iêmen e o Irã como epicentros e envolvendo outras nações locais, como a Arábia Saudita, reforça a percepção de que uma nova reconfiguração geopolítica está sendo conduzida cada vez mais pelos próprios atores regionais, que buscam novos parceiros estratégicos.
Nesse sentido, o BRICS surge como uma alternativa para auxiliar na construção política da região, segundo Rafael Firme, mestrando em estudos estratégicos internacionais e pesquisador do Núcleo de Pesquisa sobre as Relações Internacionais do Mundo Árabe (NUPRIMA), em entrevista à Sputnik Brasil.
"É bom a gente lembrar que teve uma cúpula importante do BRICS, na Índia, e também que, a partir da expansão do BRICS, teve a entrada do Irã e dos Emirados Árabes Unidos, que são países que estavam se enfrentando agora na guerra e que voltaram a conversar: não em Londres, não em Paris, não em Camp David, mas sim na cúpula do BRICS", disse.
O especialista enfatiza que
a interação entre os líderes de Teerã e Abu Dabi na reunião do BRICS em Nova Deli demonstra, de certa forma, que
os Estados Unidos estão perdendo um pouco de sua projeção geopolítica na região.
"[Estados do Oriente Médio] estão buscando resolver os seus problemas mediados pelo BRICS, pela Índia, pela China e pela Rússia. Esse é um sinal da multipolaridade. Então, mais uma vez, Washington esteve fora das negociações, e o BRICS é um fórum importante desse novo tempo. A OCX também conta com países do Oriente Médio como observadores e é uma organização de relevância", comenta.
Reconfiguração geopolítica regional já está em curso
Outro ponto levantado por Firme é que o cenário complexo e tensionado acaba se tornando propício para que os atores regionais ganhem mais protagonismo e peso geopolítico no âmbito do Oriente Médio.
"O Oriente Médio vive, sim, uma nova reconfiguração. Isso é parte da multipolaridade que a gente vive nas relações internacionais como um todo [e isso] faz com que países regionais como Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Irã tenham um papel maior em sua região", destaca.
Dessa forma,
a reconfiguração política local possibilita arranjos de alianças estratégicas que não necessariamente passam por países ocidentais. Com isso,
o eixo Washington-Bruxelas acaba tendo seu protagonismo ofuscado, segundo o pesquisador."Neste momento, para o Ocidente como um todo, e eu me refiro aos países da OTAN, o Oriente Médio é uma região que está fugindo do controle. Tanto que a gente tem agora os acordos de Meca envolvendo Arábia Saudita, Turquia e Paquistão", observa.
Irã emerge como a grande potência no Oriente Médio
Para Rafael Firme,
nesse processo que vem alterando toda a dinâmica regional, Teerã, em sua análise, seria
o Estado que tem se destacado perante os demais não apenas por ter resistido aos ataques norte-americanos, mas também por conseguir provar que tem controle completo do estreito de Ormuz.
"O grande vitorioso nesses nove meses de 2026 é o Irã, que teve o seu aiatolá assassinado, lideranças políticas assassinadas e, mesmo assim, segue de pé, além de controlar o estreito de Ormuz e impor sanções aos seus vizinhos do Golfo. Os países do Conselho de Cooperação do Golfo, Kuwait, Bahrein e Catar, estão há meses sem exportar petróleo e gás. Meses, porque o estreito está fechado", conclui.
Em um mundo multipolar que coloca cada vez mais em xeque o posicionamento geopolítico das potências hegemônicas, o cenário atual impulsiona a emergência de novos polos de poder e projeção global, consolidando o protagonismo de regiões estratégicas como o Oriente Médio.
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