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'Censura no seu mais alto grau', acusa Flávio Bolsonaro após decisão do TSE sobre debate da Globo

© AP Photo / Eraldo PeresO pré-candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante participação em evento em Brasília (DF), em 22 de junho de 2026
O pré-candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante participação em evento em Brasília (DF), em 22 de junho de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 01.10.2026
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O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, acusou o Judiciário de interferir nas eleições e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usa integrantes da Justiça para impedir manifestações de seus adversários. As declarações foram durante live na TV Celular após o cancelamento do debate presidencial na TV Globo.
Ao comentar as restrições impostas ao encontro, Flávio classificou a situação como "a censura no seu mais alto grau" e criticou a determinação para que a emissora não exibisse o púlpito destinado a Lula, que havia anunciado na última quarta (30) que não participaria do programa.
"Nessas eleições, a proibição de se mostrar o púlpito do candidato ausente Lula, o futuro ex-presidente do Brasil, uma decisão obrigando a Globo a retirar o púlpito de lá, e pior do que isso, determinando que os candidatos presentes não pudessem fazer perguntas ao Lula. É a censura no seu mais alto grau, transparente e sem vergonha, que vocês já viram nos últimos tempos", afirmou.
O candidato também declarou que haveria interferências judiciais em diferentes estados do país e, citou como exemplo, o caso do Rio de Janeiro que, segundo ele, está sob "intervenção do Supremo Tribunal Federal (STF)". Ao lado do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e candidato ao governo fluminense, Douglas Ruas, Flávio afirmou que o aliado deveria estar à frente do Palácio da Guanabara, atualmente sob a gestão de Ricardo Couto.
"O que está acontecendo é tão descarado e são interferências em vários estados do Brasil. Não coincidentemente, todos que são aliados do Lula. Então o Lula não só não vai no debate, como ele usa os seus amigos no Judiciário", disse.

Críticas dão lugar a pedido de voto

Durante a transmissão, o candidato também pediu que seus apoiadores compareçam às urnas no domingo (4) e afirmou ainda que uma eventual vitória permitiria indicar novos ministros para o STF. "A única chance de o Brasil voltar a ter uma democracia é com Flávio Bolsonaro presidente", afirmou.
Em outro trecho, o senador declarou que sua candidatura seria a única capaz de derrotar Lula ainda no primeiro turno e apresentou a disputa eleitoral como uma oportunidade para enfrentar o que chamou de "sistema".
"Somente Flávio Bolsonaro tem condições de vencer o Lula já no primeiro turno. Para começar a consertar esse país a partir da próxima segunda-feira. Vamos impor uma derrota a esse sistema e ter a oportunidade de indicar ministros para a Suprema Corte desse Brasil, homens e mulheres que sejam decentes que tomem decisões conforme a lei, conforme a Constituição."
Além de Ruas, a live teve a participação de outros aliados de Flávio, entre eles Pablo Marçal, que foi impedido de concorrer ao Palácio do Planalto pelo PRTB por estar inelegível, a senadora Tereza Cristina (PP), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o candidato ao governo do Paraná Sergio Moro (PL). Marçal, inclusive, pediu que os demais candidatos da direita, como Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante), desistam do processo eleitoral para apoiar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em seu momento de pico, a transmissão no Youtube chegou a ser acompanhada por pouco mais de 950 mil pessoas, enquanto a live do presidente Lula no canal Flow bateu recorde com 1,6 milhão de usuários ao vivo.

Decisões alteraram debate da Globo

A TV Globo havia marcado o encontro para as 21h30 desta quinta e anunciou o cancelamento pouco antes do início após receber duas decisões judiciais que, segundo a emissora, provocaram instabilidade jurídica para a realização do programa.
Uma delas foi assinada pela ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Estela Aranha, que determinou a retirada do púlpito destinado a Lula, além de impedir perguntas dos candidatos presentes dirigidas ao presidente. A outra decisão foi tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que determinou a participação do presidenciável Renan Santos (Missão).
Em comunicado sobre o cancelamento, a Globo afirmou que as decisões alteraram as condições previstas para o encontro, que seria o último debate presidencial antes do primeiro turno. A emissora também informou que as mudanças judiciais provocaram insegurança quanto à realização do programa.
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