Eduardo promete 'faxina' de diplomatas no Itamaraty em eventual governo Flávio Bolsonaro
Eduardo promete 'faxina' de diplomatas no Itamaraty em eventual governo Flávio Bolsonaro
Sputnik Brasil
Eduardo Bolsonaro prometeu promover uma "faxina" no Itamaraty caso Flávio Bolsonaro vença a eleição, afirmando ter mapeado diplomatas ligados ao governo Lula e... 01.10.2026, Sputnik Brasil
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou, em vídeo publicado na quarta-feira (30), que promoverá uma "faxina" no Itamaraty caso seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vença a eleição presidencial.Segundo Eduardo, foram mapeadas mudanças de embaixadores realizadas durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e haverá monitoramento de servidores que, em sua avaliação, teriam atuado para sabotar a gestão de Jair Bolsonaro (2019-2023) — preso e condenado por tentativa de golpe de Estado em regime domiciliar humanitário por questões de saúde.Na gravação, Eduardo se dirigiu a diplomatas e disse que aqueles que tenham trabalhado contra o antigo governo devem se preocupar com eventuais consequências.O vídeo é introduzido por um áudio atribuído a um diplomata brasileiro que teria oferecido apoio da Embaixada do Brasil na Espanha para auxiliar a família de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, após sua mudança para Madri em 2025. Eduardo argumentou não ter recebido tratamento semelhante quando se mudou para os Estados Unidos e afirmou que recursos públicos não deveriam ser utilizados para "beneficiar familiares do presidente", embora não tenha apontado evidências de qualquer uso indevido de tais recursos.Com base nesse episódio, o ex-deputado prometeu retaliação ao embaixador brasileiro na Espanha, afirmando que, em um eventual governo de seu irmão, o ocupante do posto estaria entre os primeiros a ser substituído. À época do áudio, a embaixada era chefiada por Orlando Ribeiro, atualmente, o cargo é ocupado pelo ex-chanceler Luiz Alberto Figueiredo.Segundo a mídia brasileira, nos bastidores, aliados avaliam que, em uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro, Eduardo sairia fortalecido politicamente após sua articulação por medidas do governo de Donald Trump contra a administração Lula, entre ela o tarifaço, que muito embora tenha sido negado por ele posteriormente, foi celebrado por aliados e pelo clã Bolsonaro após visita de Eduardo à Casa Branca junto de articuladores políticos associados ao movimento MAGA de Trump.Ao justificar a proposta de reforma, Eduardo voltou a acusar diplomatas de terem sabotado o governo Bolsonaro e citou reportagens sobre uma suposta rede informal de servidores que teria atuado para conter diretrizes da política externa da época.Ainda de acordo com a apuração, seu aliado Marcos Degaut defende uma ampla reestruturação inspirada nas mudanças promovidas por Marco Rubio no Departamento de Estado dos EUA, com foco em metas de desempenho, especialização regional e temática, revisão do sistema de promoções e eventual participação de profissionais externos ao Itamaraty. Mas, apesar disso, Degaut afirma que não haveria perseguição política nem "caça às bruxas" dentro da carreira diplomática, um evidente contrassenso.
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Eduardo promete 'faxina' de diplomatas no Itamaraty em eventual governo Flávio Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro prometeu promover uma "faxina" no Itamaraty caso Flávio Bolsonaro vença a eleição, afirmando ter mapeado diplomatas ligados ao governo Lula e ameaçando punir servidores que, segundo ele, sabotaram a gestão de Jair Bolsonaro.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou, em vídeo publicado na quarta-feira (30), que promoverá uma "faxina" no Itamaraty caso seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vença a eleição presidencial.
Segundo Eduardo, foram mapeadas mudanças de embaixadores realizadas durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e haverá monitoramento de servidores que, em sua avaliação, teriam atuado para sabotar a gestão de Jair Bolsonaro (2019-2023) — preso e condenado por tentativa de golpe de Estado em regime domiciliar humanitário por questões de saúde.
Na gravação, Eduardo se dirigiu a diplomatas e disse que aqueles que tenham trabalhado contra o antigo governo devem se preocupar com eventuais consequências.
"Então, meu caro servidor do Itamaraty, se você ajudou a sabotar o governo Bolsonaro, preocupe-se de verdade, porque eu vou estar na sua cola", diz Eduardo no vídeo.
O vídeo é introduzido por um áudio atribuído a um diplomata brasileiro que teria oferecido apoio da Embaixada do Brasil na Espanha para auxiliar a família de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, após sua mudança para Madri em 2025. Eduardo argumentou não ter recebido tratamento semelhante quando se mudou para os Estados Unidos e afirmou que recursos públicos não deveriam ser utilizados para "beneficiar familiares do presidente", embora não tenha apontado evidências de qualquer uso indevido de tais recursos.
Com base nesse episódio, o ex-deputado prometeu retaliação ao embaixador brasileiro na Espanha, afirmando que, em um eventual governo de seu irmão, o ocupante do posto estaria entre os primeiros a ser substituído. À época do áudio, a embaixada era chefiada por Orlando Ribeiro, atualmente, o cargo é ocupado pelo ex-chanceler Luiz Alberto Figueiredo.
Segundo a mídia brasileira, nos bastidores, aliados avaliam que, em uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro, Eduardo sairia fortalecido politicamente após sua articulação por medidas do governo de Donald Trump contra a administração Lula, entre ela o tarifaço, que muito embora tenha sido negado por ele posteriormente, foi celebrado por aliados e pelo clã Bolsonaro após visita de Eduardo à Casa Branca junto de articuladores políticos associados ao movimento MAGA de Trump.
Entre as possibilidades discutidas na campanha de Flávio estão a chefia do Itamaraty ou o comando da Embaixada do Brasil em Washington.
Ao justificar a proposta de reforma, Eduardo voltou a acusar diplomatas de terem sabotado o governo Bolsonaro e citou reportagens sobre uma suposta rede informal de servidores que teria atuado para conter diretrizes da política externa da época.
Ainda de acordo com a apuração, seu aliado Marcos Degaut defende uma ampla reestruturação inspirada nas mudanças promovidas por Marco Rubio no Departamento de Estado dos EUA, com foco em metas de desempenho, especialização regional e temática, revisão do sistema de promoções e eventual participação de profissionais externos ao Itamaraty. Mas, apesar disso, Degaut afirma que não haveria perseguição política nem "caça às bruxas" dentro da carreira diplomática, um evidente contrassenso.
Eduardo, 42, vive nos Estados Unidos desde março de 2025, quando deixou o Brasil alegando que o Supremo Tribunal Federal (STF) poderia apreender seu passaporte. Após licenciar-se temporariamente do mandato de deputado, permaneceu no exterior, acumulou faltas e perdeu o cargo na Câmara em dezembro. Neste ano, também foi condenado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo e perdeu o cargo de escrivão da Polícia Federal (PF) por abandono de função.
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