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Decifradas no Iraque tábuas de 4.000 anos que revelam detalhes da vida econômica na Mesopotâmia (FOTO)
Decifradas no Iraque tábuas de 4.000 anos que revelam detalhes da vida econômica na Mesopotâmia (FOTO)
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Quinze tábuas cuneiformes do Museu do Iraque ajudaram a reconstruir detalhes da vida econômica do sul da Mesopotâmia há cerca de 4.000 anos, revelou o estudo... 06.10.2026, Sputnik Brasil
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Os documentos falam da propriedade de uma princesa real, do trabalho nos canais de irrigação, dos pagamentos com grãos e da movimentação de trabalhadores entre diferentes regiões. As tábuas são da Terceira Dinastia de Ur, por volta de 2112–2004 a.C. A maioria dos acontecimentos ocorre na região de Umma. Os autores do estudo acreditam que pelo menos dois documentos estão relacionados à propriedade da princesa Šat-Eštar, filha do rei e esposa de Sharakam.Outro registro apresenta a propriedade quase como um balanço contábil. Durante sete meses, as despesas abrangeram uma área de 45,36 hectares. O documento inclui sementes, forragem, manutenção do gado, reparos de canais e pagamentos aos trabalhadores assalariados.Para os pesquisadores, os números não são o único dado relevante. Os documentos mostram como a economia do Estado funcionava no nível cotidiano: quem cultivava as safras, quem limpava os canais, quem alimentava os animais e quem era responsável pelo armazenamento e transporte de grãos.
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Decifradas no Iraque tábuas de 4.000 anos que revelam detalhes da vida econômica na Mesopotâmia (FOTO)
10:48 06.10.2026 (atualizado: 11:05 06.10.2026) Quinze tábuas cuneiformes do Museu do Iraque ajudaram a reconstruir detalhes da vida econômica do sul da Mesopotâmia há cerca de 4.000 anos, revelou o estudo publicado na revista acadêmica internacional Iraq.
Os documentos
falam da propriedade de uma princesa real, do trabalho nos
canais de irrigação, dos pagamentos com grãos e da movimentação de trabalhadores entre diferentes regiões.
As tábuas são da Terceira Dinastia de Ur, por volta de 2112–2004 a.C. A maioria dos acontecimentos ocorre na região de Umma. Os autores do estudo acreditam que pelo menos dois documentos estão relacionados à propriedade da princesa Šat-Eštar, filha do rei e esposa de Sharakam.
De acordo com os pesquisadores, as propriedades estavam localizadas entre Umma e Girsu-Lagash e aparentemente não estavam submetidas à administração provincial comum. Na área, cultivavam-se grãos e frutas, criavam-se animais e produziam-se alimentos e roupas. Havia artesãos, guardas, trabalhadores de cozinha, pastores e até artistas.
Outro registro apresenta a propriedade quase como um balanço contábil. Durante sete meses, as despesas abrangeram uma área de 45,36 hectares.
O documento inclui sementes, forragem, manutenção do gado, reparos de canais e pagamentos aos trabalhadores assalariados.
O gasto total foi de 18.796 litros de cevada, que na época era contada por volume. Parte do grão foi entregue aos trabalhadores pela limpeza do canal de Sisa, outros cerca de 3.300 litros foram recebidos pelos transportadores de grãos reais.
Para os pesquisadores, os números não são o único dado relevante. Os documentos mostram como a economia do Estado funcionava no nível cotidiano: quem cultivava as safras, quem limpava os canais, quem alimentava os animais e quem era responsável pelo armazenamento e transporte de grãos.
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