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Flávio critica decisão do TSE que restituiu canal de transmissão pró-Lula

© Foto / Valter Campanato/Agência BrasilO candidato e senador, Flávio Bolsonaro fala com jornalistas ao seu lado esquerdo, Daniela Marques, após missa na Catedral Metropolitana de Brasília, em 12 de outubro de 2026
O candidato e senador, Flávio Bolsonaro fala com jornalistas ao seu lado esquerdo, Daniela Marques, após missa na Catedral Metropolitana de Brasília, em 12 de outubro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 12.10.2026
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A campanha do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) criticou nesta segunda-feira (12) uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que restabeleceu o canal ''Exército do Lula'' no WhatsApp* após a suspensão determinada pelo presidente do TSE, Nunes Marques.
*Plataforma da Meta, empresa proibida na Rússia por extremismo.

A palavra final sobre o assunto caberá ao plenário do TSE. Criado pelo deputado André Janones par apoiar a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a reeleição, o canal reunia, até ontem (11), 3,4 milhões de seguidores.
A equipe de Flávio acusou o canal de disseminar notícias falsas e orientar seguidores a contornar os mecanismos de fiscalização da Justiça Eleitoral e da plataforma. Também afirmou que as decisões judiciais envolvem ações distintas, com competências e efeitos diferentes.
Segundo nota divulgada pela campanha, o canal apagou sistematicamente mensagens e comandos para dificultar a fiscalização da Justiça Eleitoral e da plataforma. Na madrugada de 8 de outubro, 219 publicações teriam sido excluídos em 18 minutos.
Entre os conteúdos apagados, estariam links relacionados a informações falsas sobre o cancelamento do reajuste do Bolsa Família e a redução de aposentadorias, que, segundo o comunicado, acumulam milhões de visualizações nas redes sociais.
Foi anunciado também que a equipe encaminhará um novo relatório técnico ao tribunal com cópias do conteúdo do canal em tempo real e armazenado na Secretaria Judiciária do TSE.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião de coordenação em Brasília, no Distrito Federal, em 5 de outubro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 11.10.2026
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Corregedor do TSE suspende decisão de Nunes Marques de bloquear canal 'Exército do Lula'

Canal foi apagado e restituído no domingo

Criado na semana passada pelo deputado federal André Janones (Rede), o canal Exército do Lula foi deletado no domingo por ordem do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, a pedidos do candidato de oposição, Flávio Bolsonaro.
No mesmo dia, no entanto, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva suspendeu a decisão e o tema segue para Plenário. Anteriormente, Cueva havia dado uma ordem para a campanha de Lula, dentro de três dias, explicar o funcionamento do canal, mas a decisão de Nunes Marques interveio nesse interim.
Nesta segunda-feira, após comparecer a uma missa de Nossa Senhora Aparecida em Brasília, Lula criticou Nunes Marques, afirmando que teriam prejudicado sua campanha, quebrando a igualdade de tratamento entre os candidatos na Justiça Eleitoral.
"Pra ele achar que ele tem que cortar, ele tem que mostrar qual é a ilegalidade que tem. O que não pode é o presidente da Corte Eleitoral ter lado na política. O lado dele tem que ser o lado da igualdade de comportamento, de procedimento, todos que têm que ter o mesmo direito diante da Justiça Eleitoral. É isso que eu quero. Nada mais que isso."
Após o retorno do canal, o presidente do TSE enviou o caso à Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE para que seja feita uma análise técnica dos conteúdos disseminados, além de apurar apurar "elementos técnicos" que auxiliem na avaliação dos riscos pela Corte.
Segundo o órgão, não foram encontradas publicações que reproduzissem os conteúdos considerados falsos. No entanto, a assessoria destacou que há o nível de alcance das mensagens é alto, o que eleva o risco de disseminação de informações.
O documento também aponta que parte das mensagens publicadas em setembro foi apagada a partir de 7 de outubro, dificultando a reconstrução do histórico do canal.
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