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Flávio Bolsonaro defenderá PEC das horas trabalhadas mesmo se escala 6 x 1 acabar, diz líder do PL

© Lula Marques / Agência BrasilDeputado federal e líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ) durante coletiva de imprensa no Salão Verde da Casa Legislativa. Brasília (DF), 19 de dezembro de 2024
Deputado federal e líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ) durante coletiva de imprensa no Salão Verde da Casa Legislativa. Brasília (DF), 19 de dezembro de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 14.10.2026
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Após Flávio Bolsonaro (PL) declarar que votará a favor do fim da escala 6 x 1, em meio à pressão popular, o líder do partido na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta quarta-feira (14) que o senador manterá a defesa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) das horas trabalhadas, que prevê um modelo alternativo à CLT.
Segundo o parlamentar, a discussão sobre o texto deve ficar para depois do segundo turno das eleições. A proposta tem autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN), que também é coordenador da campanha presidencial de Flávio, e prevê um regime alternativo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), baseado na negociação entre empregador e trabalhador sobre a remuneração por hora trabalhada.

"Na nossa mentalidade, nós nunca vamos mudar o conceito, a melhor relação é hora trabalhada, hora recebida […]. Essa outra PEC é opcional ao trabalhador, se ele quiser uma nova modalidade de trabalho que nós entendemos que é melhor", disse.

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O deputado afirmou que o modelo não estabelece salário mínimo nem uma quantidade mínima de horas de trabalho por semana. Segundo ele, a remuneração pode ser reduzida conforme os termos negociados entre as partes.
Já sobre a manutenção de direitos previstos na CLT, como 13º salário, FGTS e férias remuneradas, Sóstenes disse que a proposta não contempla essas garantias. "Você tem que mudar o chip", afirmou. Conforme o parlamentar, as partes poderiam optar pela contratação nos moldes da CLT, com os direitos previstos na legislação, ou pelo pagamento por hora trabalhada.
A declaração de Sóstenes ocorre um dia depois de Flávio Bolsonaro afirmar que votaria a favor do fim da escala 6 x 1 para atender à "vontade da maioria do povo". O senador vinha criticando a mudança e defendendo o modelo de remuneração por hora trabalhada. A votação da proposta estava prevista para esta quarta-feira (14).
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