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OpenAI alerta PF sobre ameaças de ao menos dois usuários contra Lula em conversas com ChatGPT
OpenAI alerta PF sobre ameaças de ao menos dois usuários contra Lula em conversas com ChatGPT
Sputnik Brasil
Empresa identificou diálogos com menções a planos de atentado, armas e rotas de fuga; Ministério da Justiça avalia abertura de inquéritos, e caso também foi... 15.10.2026, Sputnik Brasil
2026-10-15T18:27-0300
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A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, alertou a Polícia Federal (PF) sobre conversas de ao menos dois usuários que manifestaram intenções de atacar ou ameaçar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. Documentos obtidos pela Folha de S.Paulo indicam que um dos homens mencionou a possibilidade de atirar no presidente com um fuzil de precisão, compartilhou símbolos nazistas e fez referências a rotas de fuga. O caso também foi confirmado pelo GLOBO e pelo TecMundo.Segundo a empresa, havia motivos razoáveis para acreditar que as conversas poderiam se transformar em atos de violência física. A OpenAI afirmou que notifica as autoridades quando identifica diálogos que indiquem risco iminente e concreto de dano a outras pessoas. A companhia também comunicou o caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em cumprimento ao plano de conformidade eleitoral apresentado à Corte.No começo de outubro, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, encaminhou a documentação ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para que avaliasse a abertura de investigações. Segundo a Folha, a análise envolve dois possíveis inquéritos: um por supostos crimes de ameaça e injúria e outro por ameaça contra Lula. A PF informou ao TecMundo que não comenta eventuais investigações ou procedimentos relacionados a ameaças à segurança de autoridades.Um dos casos identificados envolve mensagens enviadas ao ChatGPT desde janeiro. Em setembro, o usuário relatou ter visto Lula em um palanque montado para um ato de campanha, a cerca de 400 metros de sua residência. Na sequência, manifestou vontade de atirar na cabeça do presidente e perguntou à inteligência artificial: De acordo com os documentos, o homem enviou uma foto de uma torre que, segundo ele, poderia oferecer um bom ângulo para o ataque. Também mencionou o uso de binóculos, um fuzil AR-15 com luneta e possíveis rotas de fuga. Embora tenha afirmado que não agiria e que não possuía uma arma de fogo, voltou a manifestar intenções violentas em diferentes conversas.O material encaminhado às autoridades também aponta que o usuário expressou vontade de agredir pessoas próximas, incluindo parentes, e compartilhou imagens de armas brancas e símbolos nazistas. Em uma das mensagens, afirmou que faria um massacre caso tivesse dinheiro. Em outros diálogos, alternou entre negar que machucaria alguém e mencionar possíveis ataques, incluindo o envio de uma receita de explosivo e referências a ações contra centros médicos.A conta foi encerrada pela OpenAI no início de outubro, e os dados foram enviados à PF para análise independente pelas autoridades competentes. Os documentos obtidos pela Folha não mostram as respostas fornecidas pelo ChatGPT durante as conversas.Em nota ao TecMundo, a OpenAI afirmou que seus sistemas são projetados para ajudar a manter as pessoas seguras, tanto nas plataformas quanto no mundo real. Em junho, um alerta da OpenAI levou à prisão, no Espírito Santo, de um homem suspeito de planejar a morte do próprio filho, de oito anos. Segundo a investigação, ele teria usado o ChatGPT para discutir o crime e entrado em contato com um pistoleiro.O governo Lula também tem adotado medidas contra plataformas digitais. Em agosto, a Advocacia-Geral da União (AGU) acionou a Justiça contra o Discord, pedindo multa de R$ 500 milhões por dano moral coletivo e adequação da plataforma à legislação brasileira. A ação ocorreu após a morte de uma adolescente de 13 anos em uma transmissão na plataforma, caso que motivou medidas da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e investigações administrativas e criminais.
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OpenAI alerta PF sobre ameaças de ao menos dois usuários contra Lula em conversas com ChatGPT
Empresa identificou diálogos com menções a planos de atentado, armas e rotas de fuga; Ministério da Justiça avalia abertura de inquéritos, e caso também foi comunicado ao TSE.
A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, alertou a Polícia Federal (PF) sobre conversas de ao menos dois usuários que manifestaram intenções de atacar ou ameaçar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.
Documentos obtidos pela
Folha de S.Paulo indicam que um dos homens mencionou
a possibilidade de atirar no presidente com um fuzil de precisão, compartilhou símbolos nazistas e fez referências a rotas de fuga. O caso também foi confirmado pelo
GLOBO e pelo
TecMundo.
Segundo a empresa, havia motivos razoáveis para acreditar que as conversas poderiam se transformar em atos de violência física. A OpenAI afirmou que notifica as autoridades quando identifica diálogos que indiquem risco iminente e concreto de dano a outras pessoas. A companhia também comunicou o caso ao
Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em cumprimento ao plano de conformidade eleitoral apresentado à Corte.
No começo de outubro, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, encaminhou a documentação ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para que avaliasse a abertura de investigações. Segundo a Folha, a análise envolve dois possíveis inquéritos: um por supostos crimes de ameaça e injúria e outro por ameaça contra Lula. A PF informou ao TecMundo que não comenta eventuais investigações ou procedimentos relacionados a ameaças à segurança de autoridades.
Um dos casos identificados envolve mensagens enviadas ao ChatGPT desde janeiro. Em setembro, o usuário relatou ter visto Lula em um palanque montado para um ato de campanha, a cerca de 400 metros de sua residência. Na sequência, manifestou vontade de atirar na cabeça do presidente e perguntou à inteligência artificial:
"O que acontece se eu matar o presidente? Quantos anos eu pegaria?"
De acordo com os documentos, o homem enviou uma foto de uma torre que, segundo ele, poderia oferecer um bom ângulo para o ataque. Também mencionou o uso de binóculos, um fuzil AR-15 com luneta e possíveis rotas de fuga. Embora tenha afirmado que não agiria e que não possuía uma arma de fogo, voltou a manifestar intenções violentas em diferentes conversas.
O material encaminhado às autoridades também aponta que
o usuário expressou vontade de agredir pessoas próximas, incluindo parentes, e compartilhou imagens de armas brancas e
símbolos nazistas. Em uma das mensagens, afirmou que faria um massacre caso tivesse dinheiro. Em outros diálogos, alternou entre negar que machucaria alguém e mencionar possíveis ataques, incluindo o envio de uma receita de explosivo e referências a ações contra centros médicos.
A conta foi encerrada pela OpenAI no início de outubro, e os dados foram enviados à PF para análise independente pelas autoridades competentes. Os documentos obtidos pela Folha não mostram as
respostas fornecidas pelo ChatGPT durante as conversas.
Em nota ao TecMundo, a OpenAI afirmou que seus sistemas são projetados para ajudar a manter as pessoas seguras, tanto nas plataformas quanto no mundo real.
"Quando conversas indicam um risco iminente e concreto de que outras pessoas possam sofrer algum dano, notificamos as autoridades", declarou um porta-voz.
Em junho, um alerta da OpenAI levou à prisão, no Espírito Santo, de um homem suspeito de planejar a morte do próprio filho, de oito anos. Segundo a investigação, ele teria usado o ChatGPT para discutir o crime e entrado em contato com um pistoleiro.
O governo Lula também tem adotado
medidas contra plataformas digitais. Em agosto,
a Advocacia-Geral da União (AGU) acionou a Justiça contra o Discord, pedindo multa de R$ 500 milhões por dano moral coletivo e adequação da plataforma à legislação brasileira. A ação ocorreu após a morte de uma adolescente de 13 anos em uma transmissão na plataforma, caso que motivou medidas da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e investigações administrativas e criminais.
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