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Empresa dos EUA suspeita de vender IA para manipular eleições recebeu R$ 600 mil de Flávio
Empresa dos EUA suspeita de vender IA para manipular eleições recebeu R$ 600 mil de Flávio
Sputnik Brasil
Reportagem do Intercept Brasil divulgada nesta sexta-feira (16) revelou ainda que o próprio PL declarou, nas prestações de contas, ter direcionado R$ 131,9 mil... 16.10.2026, Sputnik Brasil
2026-10-16T18:09-0300
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A campanha do candidato do Partido Liberal à Presidência, Flávio Bolsonaro, pagou R$ 600 mil à Elytron, empresa de cibersegurança que tentou comercializar no exterior um sistema de inteligência artificial para manipulação política clandestina, segundo reportagem do The Intercept Brasil. O PL também declarou ter destinado R$ 131,9 mil à companhia, que apresentou uma tecnologia capaz de segmentar eleitores e direcionar campanhas de desinformação.Documentos obtidos pelo veículo descrevem uma operação que combinaria coleta massiva de dados, identificação de grupos de eleitores e disseminação direcionada de rumores. O sistema também previa a criação de contas falsas, avatares gerados por inteligência artificial, produção de deepfakes e uso de técnicas de guerra psicológica para desacreditar adversários.A denúncia partiu de Vincent Edward Reed, empreendedor e tecnologista norte-americano que atuou como consultor da Elytron entre 2024 e 2025. O ex-colaborador afirmou ter rompido com a empresa depois de conhecer o sistema e considerar que a ferramenta poderia atingir eleitores com conteúdos manipulados. Reed também relatou ter denunciado a operação ao FBI e ao Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, mas disse que as apurações não avançaram.A tecnologia chegou a ser apresentada a pessoas ligadas à campanha de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos em 2024, acrescentou a publicação.Sistema previa criação de opiniões e descrédito de adversáriosA apresentação comercial da Elytron descrevia o cruzamento de dados sociais, políticos e econômicos para mapear demandas regionais, projetar cenários eleitorais e testar a eficácia de campanhas de comunicação. O documento também detalhava estratégias para identificar públicos e influenciar suas opiniões por meio da distribuição coordenada de conteúdos em redes sociais, blogs e veículos de imprensa.Os registros de Flávio Bolsonaro no sistema DivulgaCand, da Justiça Eleitoral, mostram que as notas fiscais descrevem os serviços como "consultoria em tecnologia da informação" e mencionam atividades de apoio forense, investigação de phishing, testes de segurança e monitoramento de infraestrutura. O PL justificou o gasto para serviços técnico-profissionais.A reportagem também aponta conexões internacionais da empresa, que mantém registro em Portugal e relações comerciais com executivos ligados à Aleria, companhia de inteligência artificial dos Emirados Árabes Unidos.No Brasil, a publicação identificou vínculos de dirigentes da Elytron com o empresário e influenciador Pablo Marçal, que passou a integrar a equipe de campanha de Flávio no fim de setembro, além de relações comerciais entre executivos da empresa e o lutador Renzo Gracie, aliado da família Bolsonaro.De acordo com o Intercept Brasil, a campanha de Flávio negou ter adquirido serviços que violassem a legislação eleitoral e afirmou que o contrato se destinava à proteção de seus sistemas de comunicação. A Elytron, por sua vez, repudiou a associação de seu nome a operações clandestinas, deepfakes ou manipulação da opinião pública.
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Empresa dos EUA suspeita de vender IA para manipular eleições recebeu R$ 600 mil de Flávio
18:09 16.10.2026 (atualizado: 18:58 16.10.2026) Reportagem do Intercept Brasil divulgada nesta sexta-feira (16) revelou ainda que o próprio PL declarou, nas prestações de contas, ter direcionado R$ 131,9 mil para a Elytron, empresa de cibersegurança dos Estados Unidos. Conforme a publicação, a empresa tentou vender um sistema de inteligência artificial voltado para manipular as eleições.
A campanha do candidato do Partido Liberal à Presidência, Flávio Bolsonaro, pagou R$ 600 mil à Elytron, empresa de cibersegurança que tentou comercializar no exterior um sistema de inteligência artificial para manipulação política clandestina,
segundo reportagem do The Intercept Brasil. O PL também declarou ter destinado R$ 131,9 mil à companhia, que apresentou uma
tecnologia capaz de segmentar eleitores e direcionar campanhas de desinformação.
Documentos obtidos pelo veículo descrevem uma operação que combinaria coleta massiva de dados, identificação de grupos de eleitores e disseminação direcionada de rumores. O sistema também previa a criação de contas falsas, avatares gerados por
inteligência artificial, produção de deepfakes e uso de técnicas de guerra psicológica para desacreditar adversários.
A denúncia partiu de Vincent Edward Reed, empreendedor e tecnologista norte-americano que
atuou como consultor da Elytron entre 2024 e 2025. O ex-colaborador afirmou ter rompido com a empresa depois de conhecer o sistema e considerar que a ferramenta poderia atingir eleitores com conteúdos manipulados. Reed também relatou ter denunciado a operação ao FBI e ao Comitê de Supervisão da
Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, mas disse que as apurações não avançaram.
A tecnologia chegou a ser apresentada a pessoas ligadas à campanha de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos em 2024, acrescentou a publicação.
Sistema previa criação de opiniões e descrédito de adversários
A apresentação comercial da Elytron descrevia o cruzamento de dados sociais, políticos e econômicos para mapear demandas regionais, projetar cenários eleitorais e testar a eficácia de campanhas de comunicação. O documento também detalhava estratégias para identificar públicos e influenciar suas opiniões por meio da distribuição coordenada de conteúdos em redes sociais, blogs e veículos de imprensa.
Os registros de Flávio Bolsonaro no sistema DivulgaCand, da Justiça Eleitoral, mostram que as notas fiscais descrevem os serviços como
"consultoria em tecnologia da informação" e mencionam atividades de apoio forense, investigação de phishing, testes de segurança e monitoramento de infraestrutura. O PL
justificou o gasto para serviços técnico-profissionais.
A reportagem também aponta conexões internacionais da empresa, que mantém registro em Portugal e relações comerciais com executivos ligados à Aleria, companhia de inteligência artificial dos Emirados Árabes Unidos.
No Brasil, a publicação identificou vínculos de dirigentes da Elytron com o
empresário e influenciador Pablo Marçal, que
passou a integrar a equipe de campanha de Flávio no fim de setembro, além de relações comerciais entre executivos da empresa e o
lutador Renzo Gracie, aliado da família Bolsonaro.
De acordo com o Intercept Brasil, a campanha de Flávio negou ter adquirido serviços que violassem a legislação eleitoral e afirmou que o contrato se destinava à proteção de seus sistemas de comunicação. A Elytron, por sua vez, repudiou a associação de seu nome a operações clandestinas, deepfakes ou manipulação da opinião pública.
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