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Em passeata, Flávio diz que país 'está sem presidente' e apoiadores negam interferência dos EUA
Em passeata, Flávio diz que país 'está sem presidente' e apoiadores negam interferência dos EUA
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Em 1º de outubro, Trump disse acompanhar "muito de perto" a eleição brasileira, sem declarar apoio a nenhum candidato. 18.10.2026, Sputnik Brasil
2026-10-18T16:40-0300
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Eleitores do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) que foram ao ato "Bloquinho do 22", neste domingo (18), na avenida Paulista, em São Paulo, disseram à Sputnik Brasil que não acreditam em interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras.Relatório reservado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), enviado à Presidência, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério da Justiça no fim de agosto, classificou como "crítico" o risco de interferência americana no pleito.O documento, revelado pela colunista Mônica Bergamo, avalia que o governo de Donald Trump busca reafirmar a hegemonia dos EUA na América Latina e reduzir a presença de rivais, como a China, na região.Já a Polícia Federal arquivou uma apuração preliminar sobre o tema, aberta a partir de reportagem do jornal britânico The Guardian sobre um projeto de US$ 1 milhão do Departamento de Estado para grupos da sociedade civil brasileira. Servidores da Abin classificaram a decisão como prematura.O funcionário público Ariovaldo dos Santos, de 58 anos, disse não acreditar na hipótese. Jaderson Walter, empresário, também descartou a possibilidade. "Eu acredito que não tem interferência de outros países", disse. Para ele, a mudança vem do eleitor: "A própria interferência é do próprio brasileiro, que quer ver a mudança". Ele citou a necessidade de "mais educação, mais saúde" e criticou o PT, que, segundo ele, "já teve muita chance de mudar".A corretora de imóveis Maria Olívia Carvalho Peixoto, que veio de Vitória da Conquista (BA) para o ato, também disse não acreditar em interferência externa, mas foi além. "É positivo", afirmou, ao dizer que o país estaria "sendo protegido" e "supervisionado".Ela criticou o Supremo Tribunal Federal: "A gente não sente proteção nenhuma, pelo contrário, a gente tá vulnerável".No palco, Flávio fez um discurso breve e disse que pouparia a voz para o debate contra o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para as 20h, na Band. O senador prometeu "esfregar os crimes" que, segundo ele, Lula cometeu contra o país, sem detalhar as acusações. Em seguida, declarou que "o Brasil está sem presidente, mas é por pouco tempo, porque Flávio Bolsonaro está chegando".Ele encerrou a fala repetindo o lema "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos".Flávio também listou promessas para um eventual governo, como resgatar a credibilidade do país, gerar empregos e melhorar a educação, também sem dar detalhes.A concentração começou por volta das 9h, no cruzamento da avenida Paulista com a alameda Ministro Rocha Azevedo, e a maior aglomeração ficou entre a rua Augusta e o Museu de Artes de São Paulo (MASP).Flávio chegou por volta das 11h, percorreu parte da avenida em carro aberto, acompanhado de dois trios elétricos, e encerrou o ato por volta das 13h.Participaram o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB); o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG); os senadores eleitos Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL); o empresário Pablo Marçal e a esposa do candidato, Fernanda Bolsonaro.O segundo turno está marcado para 25 de outubro. No primeiro, Flávio ficou menos de dois pontos percentuais à frente de Lula, e as pesquisas indicam disputa apertada entre os dois.
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Bolsonaristas afirmam que não acreditam em interferência dos EUA nas eleições
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Em passeata, Flávio diz que país 'está sem presidente' e apoiadores negam interferência dos EUA
16:40 18.10.2026 (atualizado: 16:55 18.10.2026) Em 1º de outubro, Trump disse acompanhar "muito de perto" a eleição brasileira, sem declarar apoio a nenhum candidato.
Eleitores do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) que foram ao ato "Bloquinho do 22", neste domingo (18), na avenida Paulista, em São Paulo, disseram à Sputnik Brasil que não acreditam em interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras.
Relatório reservado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), enviado à Presidência, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério da Justiça no fim de agosto, classificou como "crítico" o risco de interferência americana no pleito.
O documento, revelado pela colunista Mônica Bergamo, avalia que o governo de Donald Trump busca reafirmar a hegemonia dos EUA na América Latina e reduzir a presença de rivais, como a China, na região.
Já a Polícia Federal arquivou uma apuração preliminar sobre o tema, aberta a partir de reportagem do jornal britânico The Guardian sobre um projeto de US$ 1 milhão do Departamento de Estado para grupos da sociedade civil brasileira. Servidores da Abin classificaram a decisão como prematura.
O funcionário público Ariovaldo dos Santos, de 58 anos, disse não acreditar na hipótese.
"Não confio nas urnas, mas não acredito que haja interferência externa", afirmou. Ele disse estar no ato pela "busca de honestidade no Brasil".
Jaderson Walter, empresário, também descartou a possibilidade. "Eu acredito que não tem interferência de outros países", disse. Para ele, a mudança vem do eleitor: "A própria interferência é do próprio brasileiro, que quer ver a mudança". Ele citou a necessidade de "mais educação, mais saúde" e criticou o PT, que, segundo ele, "já teve muita chance de mudar".
A corretora de imóveis Maria Olívia Carvalho Peixoto, que veio de Vitória da Conquista (BA) para o ato, também disse não acreditar em interferência externa, mas foi além. "É positivo", afirmou, ao dizer que o país estaria "sendo protegido" e "supervisionado".
Ela criticou o Supremo Tribunal Federal: "A gente não sente proteção nenhuma, pelo contrário, a gente tá vulnerável".
No palco,
Flávio fez um discurso breve e disse que pouparia a voz para o debate contra o presidente e candidato à reeleição,
Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para as 20h, na Band.
"Hoje eu quero vocês na televisão assistindo ao debate meu com o Lula", pediu aos apoiadores.
O senador prometeu "esfregar os crimes" que, segundo ele, Lula cometeu contra o país, sem detalhar as acusações. Em seguida, declarou que "o Brasil está sem presidente, mas é por pouco tempo, porque Flávio Bolsonaro está chegando".
Ele encerrou a fala repetindo o lema "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos".
Flávio também listou promessas para um eventual governo, como resgatar a credibilidade do país, gerar empregos e melhorar a educação, também sem dar detalhes.
A concentração começou por volta das 9h, no cruzamento da avenida Paulista com a alameda Ministro Rocha Azevedo, e a maior aglomeração ficou entre a rua Augusta e o Museu de Artes de São Paulo (MASP).
Flávio chegou por volta das 11h, percorreu parte da avenida em carro aberto, acompanhado de dois trios elétricos, e encerrou o ato por volta das 13h.
Participaram o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB);
o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG); os senadores eleitos Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL); o empresário Pablo Marçal e a esposa do candidato, Fernanda Bolsonaro.
O
segundo turno está marcado para 25 de outubro. No primeiro, Flávio ficou menos de dois pontos percentuais à frente de Lula, e as pesquisas indicam disputa apertada entre os dois.
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