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Fracasso contra a Rússia na Ucrânia deixa a UE em saia justa com eleitores, diz analista

© Foto / © European Union, 2026, licensed under CC BY 4.0A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o líder da UcrÂnia, Vladimir Zelensky, o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o líder da UcrÂnia, Vladimir Zelensky, o presidente do Conselho Europeu, António Costa. - Sputnik Brasil, 1920, 19.10.2026
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A cada dia, os líderes da União Europeia e do Reino Unido veem-se com mais dificuldade para justificar perante os eleitores as promessas fracassadas de derrotar a Rússia no conflito na Ucrânia, disse à Sputnik o comentarista político turco Enver Demirel Yilmaz.
Em sua opinião, o problema dos países ocidentais está na crescente lacuna entre suas declarações políticas sobre a necessidade de apoiar Kiev até que os objetivos da Ucrânia sejam alcançados e as reais consequências da continuação do conflito com a Rússia.

"Está se tornando cada vez mais difícil para os europeus explicar ao seu eleitorado por que estão perdendo no conflito na Ucrânia, apesar das promessas de infligir uma derrota esmagadora à Rússia", comentou o interlocutor da agência russa.

O líder da Ucrânia, Vladimir Zelensky (à direita), cumprimenta o primeiro-ministro da Hungria, Peter Magyar (ao centro), ao lado do presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa (ao fundo), durante uma reunião de mesa-redonda na cúpula da União Europeia em Bruxelas, em 18 de junho de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 16.10.2026
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Segundo Yilmaz, os países europeus continuam enfrentando uma escolha difícil: manter o apoio militar e financeiro à Ucrânia ou buscar formas de resolver o conflito que limitariam futuros custos e riscos políticos.

"Ao mesmo tempo, permanecem divergências dentro da Europa em relação aos enfoques sobre as negociações, às garantias de segurança para Kiev e à possível participação das forças europeias na manutenção de um futuro acordo", observou o analista.

Desde 24 de fevereiro de 2022, a Rússia vem conduzindo sua operação militar especial na Ucrânia. O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que a Rússia visa com ela "proteger as pessoas submetidas ao genocídio do regime de Kiev".
Além disso, Moscou advertiu repetidas vezes que o fornecimento de armas ocidentais à Ucrânia não é capaz de mudar o curso do conflito, mas apenas leva ao seu prolongamento e impede que se alcance um acordo político e diplomático capaz de solucionar o conflito.
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