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Incêndios em áreas privadas dominam queimadas no Amazonas e disparam após 1º turno, diz INPE
Incêndios em áreas privadas dominam queimadas no Amazonas e disparam após 1º turno, diz INPE
Sputnik Brasil
Levantamento do INPE mostra que 79,1% dos 1.639 focos de calor registrados no Amazonas entre 1º e 15 de outubro ocorreram em propriedades rurais privadas. Em... 21.10.2026, Sputnik Brasil
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O Amazonas enfrenta uma crise de incêndios que vem sufocando cidades, incluindo Manaus. Levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), feito a pedido de um portal de notícias brasileiro, mostra que 79,1% dos 1.639 focos de calor registrados no estado entre 1º e 15 de outubro ocorreram dentro de imóveis rurais privados com Cadastro Ambiental Rural (CAR).A situação ocorre em meio à seca agravada pelo fenômeno El Niño, que favorece a propagação das chamas pela vegetação ressecada. Segundo o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Jair Schmitt, a estiagem cria condições propícias para os incêndios se espalharem, mas o início do fogo decorre da ação humana, aproveitando-se justamente da vulnerabilidade ambiental do momento.As investigações já mobilizam Ibama, Polícia Federal (PF), Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Polícia Civil do Amazonas. Segundo a apuração, em operações de fiscalização, agentes encontraram garrafas com combustível lançadas ao longo de estradas. Desde a semana anterior ao levantamento, o Ibama aplicou R$ 2 milhões em multas, enquanto a Polícia Civil instaurou mais de 120 procedimentos para apurar o uso criminoso do fogo.Os incêndios ocorrem simultaneamente a uma queda recorde do desmatamento na Amazônia, o menor índice desde 1988 segundo o INPE. A aparente contradição se explica pelo fato de que a maior parte do fogo não atinge floresta preservada, mas áreas já desmatadas. Em outubro, 52,8% dos focos ocorreram em áreas abertas nos últimos três anos, 30,6% em áreas desmatadas há mais tempo e apenas 15,9% em vegetação nativa.Mesmo representando uma parcela menor dos registros, os focos que atingem vegetação nativa preocupam. Com a seca extrema, incêndios iniciados em propriedades rurais podem escapar ao controle e avançar por quilômetros, alcançando florestas, unidades protegidas e territórios indígenas uma vez que o déficit de chuvas na região tem agravado o cenário de seca, especialmente em Manaus.O Ibama afirma ter autuado 19 pessoas em uma semana nos municípios de Autazes e Careiro da Várzea, na região metropolitana da capital. As multas somam R$ 2 milhões e mais de 250 hectares foram embargados. Segundo o órgão, muitos casos envolvem proprietários que iniciam queimadas sem autorização e acabam permitindo que as chamas avancem para áreas protegidas.Entre 4 e 14 de outubro, foram registrados 5.598 focos de calor, número 37 vezes superior ao observado no mesmo período do ano anterior e acima até dos níveis registrados durante a seca histórica de 2023. Para o Ibama, a causa da explosão ainda depende de investigação, mas relatos de campo indicam possível sensação de impunidade durante o período eleitoral.
https://noticiabrasil.net.br/20261016/desmatamento-atinge-menor-nivel-da-serie-historica-na-amazonia-e-no-cerrado-55202932.html
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Incêndios em áreas privadas dominam queimadas no Amazonas e disparam após 1º turno, diz INPE
Levantamento do INPE mostra que 79,1% dos 1.639 focos de calor registrados no Amazonas entre 1º e 15 de outubro ocorreram em propriedades rurais privadas. Em meio à seca agravada pelo El Niño, órgãos ambientais apontam origem humana e criminosa para as queimadas, que voltaram a disparar após o primeiro turno das eleições.
O Amazonas enfrenta uma
crise de incêndios que vem sufocando cidades, incluindo Manaus. Levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), feito a
pedido de um portal de notícias brasileiro, mostra que
79,1% dos 1.639 focos de calor registrados no estado entre 1º e 15 de outubro ocorreram dentro de imóveis rurais privados com Cadastro Ambiental Rural (CAR).
Os dados reforçam a avaliação de órgãos ambientais e de investigação de que os incêndios têm origem majoritariamente humana e caráter criminoso. O uso do fogo para manejo do solo depende de autorização específica do governo estadual, e desde 9 de setembro a prática está proibida no Amazonas. Mesmo assim, os focos continuaram avançando.
A situação ocorre em meio à seca agravada pelo fenômeno El Niño, que favorece a propagação das chamas pela
vegetação ressecada. Segundo o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Jair Schmitt, a
estiagem cria condições propícias para os incêndios se espalharem, mas o início do fogo decorre da ação humana, aproveitando-se justamente da
vulnerabilidade ambiental do momento.
As investigações já mobilizam Ibama, Polícia Federal (PF), Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Polícia Civil do Amazonas. Segundo a apuração, em
operações de fiscalização, agentes
encontraram garrafas com combustível lançadas ao longo de estradas. Desde a semana anterior ao levantamento, o Ibama aplicou R$ 2 milhões em multas, enquanto a Polícia Civil instaurou mais de 120 procedimentos para apurar o uso criminoso do fogo.
Os incêndios ocorrem simultaneamente a uma
queda recorde do desmatamento na Amazônia, o menor índice desde 1988 segundo o INPE. A aparente contradição se explica pelo fato de que a
maior parte do fogo não atinge floresta preservada, mas áreas já desmatadas. Em outubro, 52,8% dos focos ocorreram em áreas abertas nos últimos três anos, 30,6% em áreas desmatadas há mais tempo e apenas 15,9% em vegetação nativa.
Entretanto, os especialistas consultados pela mídia destacam que desmatamento e queimadas são fenômenos diferentes, e que embora a derrubada da floresta tenha diminuído, áreas abertas anteriormente continuam sendo queimadas para limpeza do terreno ou renovação de pastagens. Segundo pesquisadores, o fogo integra um processo contínuo de ocupação e manutenção de áreas já degradadas.
Mesmo representando uma parcela menor dos registros, os
focos que atingem vegetação nativa preocupam. Com a seca extrema, incêndios iniciados em propriedades rurais podem escapar ao controle e avançar por quilômetros,
alcançando florestas, unidades protegidas e territórios indígenas uma vez que o déficit de chuvas na região tem agravado o cenário de seca, especialmente em Manaus.
O Ibama afirma ter autuado 19 pessoas em uma semana nos municípios de Autazes e Careiro da Várzea, na região metropolitana da capital. As
multas somam R$ 2 milhões e mais de 250 hectares foram embargados.
Segundo o órgão, muitos casos envolvem proprietários que iniciam queimadas sem autorização e acabam permitindo que as chamas avancem para áreas protegidas.
Mas, a mídia destaca que um levantamento do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) aponta ainda uma mudança incomum no comportamento dos incêndios. Após seguirem o padrão sazonal até o fim de setembro, os focos voltaram a crescer rapidamente a partir de 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições.
Entre 4 e 14 de outubro, foram registrados 5.598 focos de calor, número 37 vezes superior ao observado no mesmo período do ano anterior e acima até dos níveis registrados durante a seca histórica de 2023. Para o Ibama, a causa da explosão ainda depende de investigação, mas relatos de campo indicam possível sensação de impunidade durante o período eleitoral.
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