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Presidente da Bulgária defende fim do fornecimento de armas e dinheiro à Ucrânia
Presidente da Bulgária defende fim do fornecimento de armas e dinheiro à Ucrânia
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Iliana Yotova critica pedido de € 70 bilhões de Kiev e alerta sobre risco de a Europa perder a capacidade de financiar o país. Guerra também domina campanha... 23.10.2026, Sputnik Brasil
2026-10-23T15:18-0300
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A presidente da Bulgária, Iliana Yotova, defendeu o fim do fornecimento de armas e recursos financeiros à Ucrânia e afirmou que o encerramento do conflito depende de negociações, e não do reforço do apoio militar a Kiev. Em entrevista a uma emissora búlgara, ela criticou o pedido de € 70 bilhões adicionais feito pelo regime ucraniano e descartou a contribuição búlgara nesse montante.Yotova também alertou sobre o risco de os países europeus perderem a capacidade de continuar financiando Kiev, destacando que os recursos concedidos são empréstimos que precisarão ser pagos.Eleições na BulgáriaO conflito na Ucrânia e o aumento das tensões no mar Negro também dominam a campanha para a eleição presidencial búlgara, marcada para domingo (25). Ataques com drones contra embarcações comerciais na região, incluindo águas próximo à Bulgária e à Romênia, ampliaram as preocupações com a segurança marítima e o risco de expansão do conflito.Embora a presidência búlgara tenha poderes executivos limitados, o cargo exerce influência política e permite vetar leis, liderar as Forças Armadas e representar o país em tratados internacionais. Yotova assumiu o posto em janeiro de 2026, após a renúncia de Rumen Radev, de quem era vice-presidente, e concorre a um mandato próprio.Uma pesquisa do instituto Market Links, realizada entre 13 e 19 de outubro com 1.006 entrevistados, aponta Yotova na liderança, com 47,3% das intenções de voto, contra 30,6% do economista Andrei Gyurov, apoiado pela oposição pró-Ocidente. Como nenhum dos 27 candidatos deve alcançar a maioria necessária no primeiro turno, a expectativa é que a disputa seja decidida no segundo turno, previsto para 1º de novembro.A posição de Yotova sobre a Ucrânia reflete a divisão existente na Bulgária entre os parceiros ocidentais e os setores favoráveis à aproximação com Moscou, impulsionados por vínculos históricos e culturais com a Rússia.Integrante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) desde 2004 e da União Europeia desde 2007, o país mantém amplo consenso institucional em torno de sua orientação ocidental, mas o conflito ucraniano segue como um dos principais pontos de divergência política interna.
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Presidente da Bulgária defende fim do fornecimento de armas e dinheiro à Ucrânia
15:18 23.10.2026 (atualizado: 16:59 23.10.2026) Iliana Yotova critica pedido de € 70 bilhões de Kiev e alerta sobre risco de a Europa perder a capacidade de financiar o país. Guerra também domina campanha presidencial búlgara.
A presidente da Bulgária, Iliana Yotova, defendeu o fim do fornecimento de armas e recursos financeiros à Ucrânia e afirmou que o encerramento do conflito depende de negociações, e não do reforço do apoio militar a Kiev. Em entrevista a uma emissora búlgara, ela criticou o pedido de € 70 bilhões adicionais feito pelo regime ucraniano e descartou a contribuição búlgara nesse montante.
Yotova também alertou sobre o risco de os países europeus perderem a capacidade de continuar
financiando Kiev, destacando que
os recursos concedidos são empréstimos que precisarão ser pagos.
"Quando os governos tiverem de explicar aos seus próprios cidadãos o que são esses empréstimos, de onde vêm, quando serão quitados e de onde virão os recursos para esse pagamento, a situação ficará muito mais complexa. Pessoalmente, eu não gostaria de sobrecarregar meu neto com essa obrigação."
O conflito na Ucrânia e o aumento das tensões no mar Negro também dominam a campanha para a eleição presidencial búlgara, marcada para domingo (25). Ataques com drones contra embarcações comerciais na região, incluindo águas próximo à Bulgária e à Romênia, ampliaram as preocupações com a
segurança marítima e o
risco de expansão do conflito.
Embora a presidência búlgara tenha poderes executivos limitados, o cargo exerce influência política e permite vetar leis, liderar as Forças Armadas e representar o país em tratados internacionais. Yotova assumiu o posto em janeiro de 2026, após a renúncia de Rumen Radev, de quem era vice-presidente, e concorre a um mandato próprio.
Uma pesquisa do instituto Market Links, realizada entre 13 e 19 de outubro com 1.006 entrevistados, aponta Yotova na liderança, com 47,3% das intenções de voto, contra 30,6% do economista Andrei Gyurov, apoiado pela oposição pró-Ocidente. Como nenhum dos 27 candidatos deve alcançar a maioria necessária no primeiro turno, a expectativa é que a disputa seja decidida no segundo turno, previsto para 1º de novembro.
A posição de Yotova sobre a Ucrânia reflete a divisão existente na Bulgária entre os parceiros ocidentais e os setores favoráveis à aproximação com Moscou, impulsionados por vínculos históricos e culturais com a Rússia.
Integrante da
Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) desde 2004 e da União Europeia desde 2007, o país mantém amplo consenso institucional em torno de sua orientação ocidental, mas o conflito ucraniano segue como um dos principais pontos de divergência política interna.
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