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Lula faz último ato da campanha na Paulista e diz que 'povo que está organizando, e não partidos'
Lula faz último ato da campanha na Paulista e diz que 'povo que está organizando, e não partidos'
Sputnik Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, realizou neste sábado (24) o último ato da campanha do segundo turno na Avenida Paulista... 24.10.2026, Sputnik Brasil
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Pela manhã, ele havia estado em Copacabana, no Rio de Janeiro, com apoiadores. Lula chegou ao ato pouco antes das 16h, acompanhado da primeira-dama, Rosangela da Silva, a Janja, e do vice, Geraldo Alckmin (PSB). Também estiveram presentes Guilherme Boulos (PSOL), Marina Silva (Rede), Márcio França (PSB) e Simone Tebet (PSB).Por volta das 17h00, 14 dos 18 quarteirões da avenida estavam ocupados, e os carros com Lula e os convidados tiveram dificuldade para avançar em meio à multidão.Antes da chegada do presidente, estações do metrô da capital paulista ficaram lotadas. A Sputnik Brasil verificou centenas de pessoas aguardando para sair à rua e seguir ao ato.Em discurso, Lula comparou a campanha deste ano à de 1989, a única que, segundo ele, tem semelhança com a atual pela participação da sociedade. Disse que os brasileiros assumiram a responsabilidade de mostrar que a eleição não é "coisa de partido político", mas de pessoas que se preocupam com o país e com o dia a dia dos outros.O presidente afirmou que nem os militantes mais antigos tinham visto uma mobilização como a deste segundo turno, e citou que houve atividades em todos os municípios do Amazonas. "É o povo que está organizando, e não partidos", declarou.Lula também disse estar convencido de que vencerá a eleição neste domingo (25) e de que a sociedade brasileira quer mudança estrutural e não aceita retrocesso.A campanha mudou o formato do evento e discutiu medidas de segurança com a Polícia Militar, a Prefeitura de São Paulo e o Metrô, em reunião realizada no dia 20, após a divulgação de vídeos com imagens de vandalismo.Entre os pedidos, estavam o uso contínuo de câmeras corporais pelos policiais e a identificação dos agentes durante a operação. A dispersão do público estava prevista para a Praça do Ciclista, também na Paulista.Apoiadores de Lula levaram à avenida um lápis inflável gigante, em oposição ao míssil exibido por apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) no ato do dia 18, que trazia frase em inglês pedindo que os Estados Unidos fizessem um ataque nuclear no Brasil. Naquele dia, cerca de 71,8 mil apoiadores do senador se reuniram na Paulista, segundo o Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP).Interferência dos EUA nas eleiçõesApoiadores ouvidos pela Sputnik Brasil citaram o receio de interferência dos Estados Unidos nas eleições. A jornalista e psicanalista Maria Antônia Demasi, de 63 anos, afirmou: "Eu quero continuar sendo brasileira, eu não quero ser americana". Ela lembrou o golpe de 1964 e disse que há "um plano de intervenção" para a América Latina.O diretor de teatro Diego Moscovich disse ter "certeza" de que haverá tentativas de interferência e de que o povo saberá se organizar para contê-las. Ele afirmou estar no ato para impedir que o Brasil seja "tomado por forças completamente obscurantistas".A professora de educação especial Berenice Oliveira Soares afirmou que a influência já ocorre "através da plataforma Meta*" e disse esperar que não haja mais. O estudante de arquitetura Pablo Xavier declarou que já há provas de interferência e que o Brasil é um país soberano. O narrador esportivo Bruno Lopes defendeu que é preciso "ficar de olho sempre" e que quem quer mudança deve ir às ruas.O professor Sílvio Gonçalves Pinto foi na contramão. Disse não acreditar "de primeira mão" em interferência, mas alertou que, se o adversário vencer, "pode ser um entreguismo total".Agenda de domingoO segundo turno acontece neste domingo (25). Lula votará em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, e acompanhará a votação em um hotel próximo à Avenida Paulista.O adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), esteve pela manhã em Belo Horizonte e depois reuniu apoiadores no Rio de Janeiro. Ele votará amanhã no Rio e irá em seguida para Brasília, onde deve acompanhar a apuração.*Plataforma proibida na Rússia por extremismo
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Lula faz último ato da campanha na Paulista e diz que 'povo que está organizando, e não partidos'
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, realizou neste sábado (24) o último ato da campanha do segundo turno na Avenida Paulista, em São Paulo, na véspera da votação.
Pela manhã, ele havia estado em Copacabana, no Rio de Janeiro, com apoiadores. Lula chegou ao ato pouco antes das 16h, acompanhado da
primeira-dama, Rosangela da Silva, a Janja, e do vice, Geraldo Alckmin (PSB). Também estiveram presentes
Guilherme Boulos (PSOL), Marina Silva (Rede), Márcio França (PSB) e Simone Tebet (PSB).
Por volta das 17h00, 14 dos 18 quarteirões da avenida estavam ocupados, e os carros com Lula e os convidados tiveram dificuldade para avançar em meio à multidão.
Antes da chegada do presidente, estações do metrô da capital paulista ficaram lotadas. A Sputnik Brasil verificou centenas de pessoas aguardando para sair à rua e seguir ao ato.
Em discurso, Lula comparou a campanha deste ano à de 1989, a única que, segundo ele, tem semelhança com a
atual pela participação da sociedade. Disse que os brasileiros assumiram a responsabilidade de mostrar que a eleição não é "coisa de partido político", mas de pessoas que se
preocupam com o país e com o dia a dia dos outros.
O presidente afirmou que nem os militantes mais antigos tinham visto uma mobilização como a deste segundo turno, e citou que houve atividades em todos os municípios do Amazonas. "É o povo que está organizando, e não partidos", declarou.
Lula também disse estar convencido de que vencerá a eleição neste domingo (25) e de que a sociedade brasileira quer mudança estrutural e não aceita retrocesso.
A campanha mudou o formato do evento e discutiu medidas de segurança com a
Polícia Militar, a Prefeitura de São Paulo e o Metrô, em reunião realizada no dia 20, após a divulgação de vídeos com imagens de vandalismo.
Entre os pedidos, estavam o uso contínuo de câmeras corporais pelos policiais e a identificação dos agentes durante a operação. A dispersão do público estava prevista para a Praça do Ciclista, também na Paulista.
Apoiadores de Lula levaram à avenida um lápis inflável gigante, em
oposição ao míssil exibido por apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) no ato do dia 18, que trazia frase em inglês pedindo que os Estados Unidos fizessem um ataque nuclear no Brasil. Naquele dia, cerca de 71,8 mil apoiadores do senador se reuniram na Paulista, segundo o Monitor do Debate Político da
Universidade de São Paulo (USP).
Interferência dos EUA nas eleições
Apoiadores ouvidos pela Sputnik Brasil citaram o
receio de interferência dos Estados Unidos nas eleições. A jornalista e psicanalista Maria Antônia Demasi, de 63 anos, afirmou: "Eu quero continuar sendo brasileira, eu não quero ser americana". Ela lembrou o golpe de 1964 e disse que há
"um plano de intervenção" para a América Latina.
O diretor de teatro Diego Moscovich disse ter "certeza" de que haverá tentativas de interferência e de que o povo saberá se organizar para contê-las. Ele afirmou estar no ato para impedir que o Brasil seja "tomado por forças completamente obscurantistas".
A professora de educação especial Berenice Oliveira Soares afirmou que a influência já ocorre "através da plataforma Meta*" e disse esperar que não haja mais. O estudante de arquitetura Pablo Xavier declarou que já há provas de interferência e que o Brasil é um país soberano. O narrador esportivo Bruno Lopes defendeu que é preciso "ficar de olho sempre" e que quem quer mudança deve ir às ruas.
O professor Sílvio Gonçalves Pinto foi na contramão. Disse não acreditar "de primeira mão" em interferência, mas alertou que, se o adversário vencer, "pode ser um entreguismo total".
O segundo turno acontece neste domingo (25). Lula votará em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, e acompanhará a votação em um hotel próximo à Avenida Paulista.
O adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), esteve pela manhã em Belo Horizonte e depois reuniu apoiadores no Rio de Janeiro. Ele votará amanhã no Rio e irá em seguida para Brasília, onde deve acompanhar a apuração.
*Plataforma proibida na Rússia por extremismo
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