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PL e partidos que apoiaram Flávio Bolsonaro reconhecem vitória de Lula

© Foto / Valter Campanato / Agência BrasilO presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, fala com a imprensa em Brasília (DF)
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, fala com a imprensa em Brasília (DF) - Sputnik Brasil, 1920, 26.10.2026
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Partido substituiu trecho que apenas reconhecia a dimensão do resultado por declaração de respeito à proclamação do TSE; outras siglas que apoiaram Flávio também cumprimentaram o presidente reeleito.
O Partido Liberal (PL) alterou nesta segunda-feira (26) uma nota publicada nas redes sociais para reconhecer expressamente a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25).
A mudança ocorreu após a repercussão do texto inicial, que afirmava reconhecer apenas "a dimensão do resultado presidencial". A nova versão cita o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas mantém críticas aos gastos públicos com benefícios sociais na reta final da campanha.

"Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos dentro de um debate político equilibrado e democrático", diz o comunicado.

A manifestação, assinada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, foi divulgada um dia depois de Flávio Bolsonaro (PL) afirmar que não reconheceria a derrota. O trecho original foi substituído por "reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)".
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A nota acrescenta que o PL continuará acompanhando os fatos e buscando respostas "com responsabilidade, transparência e respeito às instituições". Valdemar também destacou o desempenho eleitoral da legenda, que elegeu 121 deputados federais, 18 senadores e seis governadores. Segundo o dirigente, o partido seguirá atuando com independência e responsabilidade na defesa da democracia, da liberdade e dos valores que representa.
A posição da sigla contrasta com a de Flávio, que anunciou nesta segunda-feira a intenção de pedir ao TSE a cassação da chapa de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), sob a alegação de abuso de poder político e econômico. No domingo, após a proclamação do resultado, o senador havia afirmado que pediria a anulação da eleição.
Flávio também questionou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de prorrogar até as 19h o horário de votação em locais onde ainda havia eleitores aguardando para votar. O senador argumenta que a medida alterou as condições da disputa. A própria coligação do candidato, no entanto, havia solicitado a extensão do horário em alguns estados devido às fortes chuvas.

Partidos que apoiaram Flávio reconhecem resultado

Dirigentes de partidos que apoiaram Flávio no segundo turno também reconheceram a vitória de Lula e o cumprimentaram pela reeleição. Entre as siglas estão Republicanos, União Brasil e Podemos. Partidos que adotaram neutralidade ou tiveram posições divididas, como MDB, PSD e PSDB, também se manifestaram.
O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, afirmou que Lula deverá governar para todos os brasileiros, inclusive os que votaram em Flávio, respeitando as diferenças e mantendo o diálogo com o Congresso Nacional.
O União Brasil, que declarou apoio a Flávio no segundo turno, divulgou uma nota assinada pelo presidente nacional da sigla, Antonio Rueda. O dirigente afirmou que "a soberania popular se manifestou de forma livre nas urnas" e defendeu a união do país em torno de uma agenda comum após o encerramento do processo eleitoral.
Outros três que deixaram seus filiados livres para apoiar qualquer um dos candidatos também parabenizaram Lula. O MDB afirmou que a vontade popular prevaleceu. O PSDB, presidido por Aécio Neves, desejou êxito ao presidente reeleito e declarou que continuará fazendo as críticas que considerar necessárias.
Já o presidente do PSD, Gilberto Kassab, desejou um bom governo a Lula e Alckmin e reafirmou o compromisso da legenda com a democracia. O partido apesar da neutralidade adotada no segundo turno, teve Ronaldo Caiado, candidato à Presidência no primeiro turno, apoiando Flávio.
Caiado, por sua vez, afirmou que aceita o resultado das urnas. "Como democratas que somos, nos curvamos à decisão da maioria e à decisão da apuração". Em sentido contrário, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que disputou o primeiro turno e apoiou Flávio no segundo, questionou o resultado e comparou a prorrogação do horário de votação a um golpe.
O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), também afirmou que a oposição tem questionamentos que precisam ser esclarecidos.
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