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Surto de ebola ultrapassa 10 mil casos na África e deixa quase 4,9 mil mortos na RDC

© AP Photo / Moses SawasawaAgentes de saúde atendem paciente com Ebola em Ituri, na República Democrática do Congo, em 18 de junho de 2026
Agentes de saúde atendem paciente com Ebola em Ituri, na República Democrática do Congo, em 18 de junho de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 27.10.2026
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Epidemia causada pela cepa Bundibugyo é a mais letal já registrada no país e gera preocupação com a disseminação para outros territórios africanos.
O surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) ultrapassou 10 mil casos e 4,8 mil mortes, segundo dados divulgados nesta terça-feira (27) pelas autoridades sanitárias do país. O balanço mais recente aponta 10.060 infectados e 4.887 óbitos, em uma epidemia que já provocou registros em outros países africanos.
Identificado em maio, o surto é causado pela rara cepa Bundibugyo do vírus e se tornou o maior e mais letal já registrado na RDC, superando a epidemia de 2018 a 2020. Em escala global, é o segundo maior e o segundo mais letal já registrado, atrás do surto na África Ocidental entre 2014 e 2016, que infectou mais de 28,6 mil pessoas e provocou mais de 11 mil mortes, principalmente na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.
Manifestante exibe cartaz durante um protesto contra a proposta de um centro de quarentena para o ebola, a ser estabelecido pelos Estados Unidos na Base Aérea de Laikipia, em Nanyuki. Quênia, 1º de junho de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 02.10.2026
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A disseminação da doença também levou a registros no Quênia e na Nigéria, além de casos anteriores em Uganda. Neste mês, o Quênia registrou seu primeiro caso e chegou a anunciar nove infecções, após a morte de um homem que havia viajado da RDC, passando por Uganda, para Nairóbi.
Na semana passada, a Nigéria se tornou o quarto país africano a registrar um caso relacionado ao surto. As autoridades investigam como uma paciente, esposa de um diplomata suíço sem histórico de viagem à RDC, contraiu a doença. O governo da Suíça afirmou que há suspeita de que a infecção tenha ocorrido em Uganda. O casal foi transferido de avião para hospitais suíços na segunda-feira (26).
Uganda registrou 20 casos em maio e junho, a maioria importada da RDC, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o país livre do ebola em agosto. Diante do risco de novas infecções, autoridades ugandenses anunciaram que cidadãos que retornarem da RDC poderão ser submetidos à quarentena de 21 dias.
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