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Nações Unidas aprovam resolução e pressiona EUA a suspender embargo econômico contra Cuba

© AP Photo / John AngelilloSalão da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), ainda vazio, antes do início da 76ª Sessão da Assembleia Geral, na sede da organização. Nova York, EUA, 20 de setembro de 2021 (imagem referencial)
Salão da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), ainda vazio, antes do início da 76ª Sessão da Assembleia Geral, na sede da organização. Nova York, EUA, 20 de setembro de 2021 (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 28.10.2026
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A Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) aprovou novamente a resolução que pede o fim do embargo econômico dos Estados Unidos contra Cuba, nesta quarta-feira (28). A proposta teve 130 votos favoráveis — entre eles o do Brasil —, 17 contrários e 25 abstenções.
Na América Latina, votaram contra a proposta Argentina, Colômbia, Paraguai, Equador e Costa Rica, além da nação caribenha de Trinidad e Tobago.

EUA, Israel, Hungría, Eslovênia, Lituânia, Ucrânia, Bósnia e Herzegovina, República Tcheca, Macedônia do Norte, Marrocos e Emirados Árabes Unidos também votaram contra.

Já Chile, República Dominicana, Honduras e Peru optaram pela abstenção, e Bolívia, Guatemala, El Salvador e Venezuela não registraram voto. Esta foi também a primeira vez que países como Alemanha e Itália figuraram entre as abstenções. A favor votaram Brasil, México, Uruguai, Nicarágua e Panamá.
Segundo denunciou o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, Washington exerceu fortes pressões sobre diversos países para "reduzir o apoio" à resolução.
A AGNU vem aprovando, desde 1992, resoluções que exigem a suspensão das sanções unilaterais dos EUA contra Cuba. Apesar de não ser juridicamente vinculativas, tais moções demonstram a opinião dos Estados.
Homem carrega galões de água em rua de Havana. Cuba, 27 de agosto de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 15.09.2026
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Segundo as autoridades cubanas, desde que Donald Trump assumiu a presidência dos EUA, em janeiro de 2025, as sanções contra a ilha foram endurecidas e a perseguição financeira aumentou.
No início deste ano, as tensões entre Washington e Havana se intensificaram, após uma ação militar dos EUA na Venezuela. No dia 29 de janeiro, Trump assinou um decreto que autorizava a aplicação de tarifas sobre as importações de países que fornecem petróleo a Cuba.
A medida gerou uma grave escassez de combustível, que, além de ter resultado em apagões prolongados, afetou setores vitais da economia, como transporte, produção de alimentos, saúde e educação.
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