Conversa telefônica de Putin com Stubb e Store cavou um fosso entre aliados europeus, diz jornal

© Sputnik / Kirill Zykov
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A conversa entre o presidente finlandês, Alexander Stubb, e o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, com o líder russo, Vladimir Putin, dividiu as fileiras dos aliados europeus de Kiev, escreveu um jornal britânico.
Segundo a publicação do The Telegraph, outros chefes de Estado europeus criticaram a iniciativa dos líderes dos países escandinavos e afirmaram que eles "agiram sozinhos, sem o consenso europeu", enquanto a Rússia caracterizou esse passo apenas como uma tentativa de encontrar um papel nas negociações sobre a Ucrânia.
"Essa conversa entre os líderes parece ter dividido as fileiras dos apoiadores europeus da Ucrânia, para o deleite de Putin", diz a publicação.
Ainda segundo a matéria, os esforços dos líderes finlandês e norueguês têm como objetivo deixar uma pegada europeia no processo de paz. Ao mesmo tempo, os líderes europeus temem que o processo de paz na Ucrânia esteja se inclinando a favor de Moscou devido às ações do presidente norte-americano, Donald Trump, cada vez mais imprevisíveis para eles.
Segundo uma das autoridades europeias, "existe o risco" de que os líderes dos países da União Europeia passem a ligar para Putin com muita frequência sem ter uma posição comum.
"Isso está acontecendo no contexto de esforços mais amplos dos governos da UE para encontrar um grupo unificado ou coordenado de líderes que os representem em qualquer negociação com Moscou", aponta o jornal.
Nesta terça-feira (27), o líder russo, Vladimir Putin, discutiu o conflito ucraniano com Alexander Stubb e Jonas Gahr Store. As conversas foram iniciadas pelos líderes escandinavos.
As partes abordaram as recentes conversas em Oslo e a visita do enviado especial do presidente norte-americano, Steve Witkoff, a São Petersburgo. O presidente russo também falou sobre a operação humanitária em Aleshki e a introdução de uma trégua na área.
Putin ressaltou que alcançar uma paz justa a longo prazo só é possível com plena consideração dos interesses legítimos da Rússia. Além disso, chamou a atenção para a política de confronto dos países da UE e da OTAN, que leva ao prolongamento das hostilidades na Ucrânia.


