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STF converte prisão preventiva em domiciliar de empresário envolvido em fraude do INSS

© Foto / Victor Piemonte/STFMinistro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça durante sessão plenária em 5 de novembro de 2026
Ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça durante sessão plenária em 5 de novembro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 05.11.2026
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou nesta quinta-feira (5) que a prisão preventiva do empresário investigado nas fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Maurício Camisotti seja substituída por prisão domiciliar.
Mendonça assumiu a relatoria do processo no STF, após a saída do ministro Dias Toffoli do cargo a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Camisotti foi preso com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o "Careca do INSS", em 12 setembro de 2025, que continua em prisão preventiva.
A denúncia foi feita pela Polícia Federal (PF), após investigações da Operação Sem Desconto, que apontou os dois empresários como integrantes de um esquema de fraudes em descontos associativos envolvendo as aposentadorias do INSS.
O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, presta depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) envolvendo descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas, em Brasília (DF), em 25 de setembro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 28.09.2025
Notícias do Brasil
STF mantém prisão de 'Careca do INSS' e do empresário Maurício Camisotti
De acordo com a PF, Antunes é lobista e foi "facilitador" do caso e Camisotti, um dos líderes do esquema de descontos indevidos e sócio oculto de uma entidade e beneficiário das fraudes na Previdência. Ele também é suspeito de usar laranjas em empresas que faturaram ao todo R$ 580 milhões com descontos sobre aposentadorias.
O empresário chegou a negociar acordo de delação premiada, mas a Procuradoria-Geral da República pediu ajustes.
Ao todo, 11 entidades foram alvos da operação. De acordo com um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), entre o período de 2016 e setembro de 2024, mais de 7,6 milhões de pessoas sofreram descontos indevidos de benefícios — o que equivale a 22% das aposentadorias e pensões pagas pela Previdência.
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