https://noticiabrasil.net.br/20261105/vou-levar-para-o-tumulo-diz-flavio-bolsonaro-sobre-segredo-de-viagem-na-fuga-para-os-eua-55881293.html
'Vou levar para o túmulo', diz Flávio Bolsonaro sobre segredo de viagem na fuga para os EUA
'Vou levar para o túmulo', diz Flávio Bolsonaro sobre segredo de viagem na fuga para os EUA
Sputnik Brasil
Em entrevista a um jornal norte-americano, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) falou pela primeira vez a um veículo de mídia após a fuga para os EUA. Conforme... 05.11.2026, Sputnik Brasil
2026-11-05T23:39-0300
2026-11-05T23:39-0300
2026-11-05T23:48-0300
notícias do brasil
américas
flávio bolsonaro
jair bolsonaro
estados unidos
miami
brasil
pl
polícia federal (pf)
the new york times
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/0a/12/55259599_0:132:2561:1572_1920x0_80_0_0_6e37259a0545947b17c7b03625dee2b3.jpg
Ao The New York Times, Flávio Bolsonaro afirmou que o plano de deixar o país foi decidido espontaneamente junto com sua mulher, embora soubesse que tinha amigos no exterior. "Pode ter havido manifestações de apoio, mas nada além disso", disse. À reportagem, o senador também comentou outro momento que antecedeu a fuga: a visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com ele, quando deixava a casa do pai, a Polícia Federal (PF) o abordou e o deu 24 horas para entregar o passaporte às autoridades. Antes da despedida, Jair Bolsonaro teria chamado o filho para uma conversa particular.Flávio afirmou que respondeu estar preparado para o que viria. "Pai, já sei. E estou preparado. Sei o que preciso fazer. Virei as costas e fui embora", relatou. De acordo com ele, os dois não chegaram a conversar sobre um plano de fuga.Algumas horas depois, o senador publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que entregaria os documentos conforme determinado pelas autoridades e que não pensava em deixar o país. Pouco depois, desapareceu. Foi reaparecer em Miami, nos Estados Unidos, cerca de 42 horas mais tarde.Na entrevista, Flávio disse que organizou a viagem por conta própria e negou ter recebido ajuda de governos estrangeiros . A reportagem, no entanto, apurou que um funcionário da Casa Branca teria providenciado o avião que levou o senador a Miami, enquanto a entrada nos Estados Unidos foi autorizada diretamente pelo presidente Donald Trump."Foi tudo obra minha. Não houve ajuda absolutamente de ninguém, de nenhum governo", disse Flávio. Questionado sobre como conseguiu chegar aos Estados Unidos, acrescentou: "vou levar isso para o túmulo".O senador também voltou a contestar o resultado das eleições presidenciais, vencidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que iniciará o seu quarto mandato em 2027. Embora o Partido Liberal (PL) tenha reconhecido o resultado, Flávio afirmou que a derrota foi resultado de um sistema que teria favorecido o adversário.Ele questionou, ainda, os gastos do governo durante a campanha e ampliou as acusações sobre possíveis irregularidades na votação. Entre as alegações, mencionou uma suposta adulteração de votos e voltou a levantar suspeitas na contabilização dos resultados das urnas eletrônicas.Flávio também criticou a prorrogação do horário de votação em algumas regiões, alegando que a medida poderia ter sido utilizada para acrescentar votos ilegalmente à contagem de Lula. Entretanto, tanto o PL quanto o PT pediram o prolongamento do horário de votação. Após o horário, aproximadamente 34 mil votos foram contabilizados, segundo as autoridades eleitorais, enquanto Lula venceu por uma diferença de 4,4 milhões de votos.O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou as alegações de fraude, e observadores internacionais independentes atestaram a integridade do processo eleitoral, conforme reportagem.Líderes da América Latina também reconheceram a vitória de Lula. Por outro lado, Trump não reconheceu formalmente e chamou as eleições de "estranhas", sem declarar um vencedor. Para o senador brasileiro, o presidente norte-americano fez bem não tomar partido e agradeceu por tê-lo recebido nos EUA.Ao jornal, Flávio afirmou ainda que pretende contestar judicialmente a vitória de Lula, embora reconheça que as chances de sucesso são pequenas. Do exterior, também pretende apoiar aliados políticos que defendem a anistia para seu pai e para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.Apesar de não descartar um retorno à política brasileira, o senador afirmou que sua permanência nos Estados Unidos deverá ser temporária. Questionado sobre uma eventual nova eleição, foi direto: "Se houver novas eleições, obviamente serei candidato novamente".
https://noticiabrasil.net.br/20261103/a-tentativa-de-reedita-lo-na-figura-de-seu-filho-falhou-o-bolsonarismo-sobrevive-sem-bolsonaro-55794963.html
estados unidos
miami
brasil
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
2026
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
notícias
br_BR
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/0a/12/55259599_145:0:2414:1702_1920x0_80_0_0_01eb2230876ebccf857320c13448c376.jpgSputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
américas, flávio bolsonaro, jair bolsonaro, estados unidos, miami, brasil, pl, polícia federal (pf), the new york times, casa branca
américas, flávio bolsonaro, jair bolsonaro, estados unidos, miami, brasil, pl, polícia federal (pf), the new york times, casa branca
'Vou levar para o túmulo', diz Flávio Bolsonaro sobre segredo de viagem na fuga para os EUA
23:39 05.11.2026 (atualizado: 23:48 05.11.2026) Em entrevista a um jornal norte-americano, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) falou pela primeira vez a um veículo de mídia após a fuga para os EUA. Conforme relatou, ele não contou com a ajuda de ninguém para deixar o país.
Ao The New York Times, Flávio Bolsonaro afirmou que o plano de deixar o país foi decidido espontaneamente junto com sua mulher, embora soubesse que tinha amigos no exterior. "Pode ter havido manifestações de apoio, mas nada além disso", disse.
À reportagem, o senador também comentou outro momento que antecedeu a fuga: a visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com ele, quando deixava a casa do pai, a Polícia Federal (PF) o abordou e o deu 24 horas para
entregar o passaporte às autoridades. Antes da despedida, Jair Bolsonaro teria chamado o filho para uma conversa particular.
"Ele olhou nos meus olhos e disse: 'você já sabe aonde eles querem chegar com isso, não sabe?'", contou o senador ao jornal.
Flávio afirmou que respondeu estar preparado para o que viria. "Pai, já sei. E estou preparado. Sei o que preciso fazer. Virei as costas e fui embora", relatou. De acordo com ele, os dois não chegaram a conversar sobre um plano de fuga.
Algumas horas depois, o senador publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que entregaria os documentos conforme determinado pelas autoridades e que não pensava em deixar o país. Pouco depois, desapareceu. Foi reaparecer em Miami, nos Estados Unidos, cerca de 42 horas mais tarde.
Na entrevista, Flávio disse que organizou a viagem por conta própria e
negou ter recebido ajuda de governos estrangeiros . A reportagem, no entanto, apurou que um funcionário da Casa Branca teria providenciado o avião que levou o senador a Miami, enquanto a entrada nos Estados Unidos foi autorizada diretamente pelo presidente Donald Trump.
"Foi tudo obra minha. Não houve ajuda absolutamente de ninguém, de nenhum governo", disse Flávio. Questionado sobre como conseguiu chegar aos Estados Unidos, acrescentou: "vou levar isso para o túmulo".
O senador também voltou a contestar o resultado das eleições presidenciais,
vencidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que iniciará o seu quarto mandato em 2027. Embora o Partido Liberal (PL) tenha reconhecido o resultado, Flávio afirmou que a derrota foi resultado de um sistema que teria favorecido o adversário.
"Perdi para o sistema", declarou.
Ele questionou, ainda, os gastos do governo durante a campanha e ampliou as acusações sobre possíveis irregularidades na votação. Entre as alegações, mencionou uma suposta adulteração de votos e voltou a levantar suspeitas na contabilização dos resultados das urnas eletrônicas.
Flávio também criticou a prorrogação do horário de votação em algumas regiões, alegando que a medida poderia ter sido utilizada para acrescentar votos ilegalmente à contagem de Lula. Entretanto, tanto o PL quanto o PT pediram o prolongamento do horário de votação. Após o horário, aproximadamente 34 mil votos foram contabilizados, segundo as autoridades eleitorais, enquanto Lula venceu por uma diferença de 4,4 milhões de votos.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou as alegações de fraude, e observadores internacionais independentes atestaram a integridade do processo eleitoral, conforme reportagem.
Líderes da América Latina também reconheceram a vitória de Lula. Por outro lado, Trump não reconheceu formalmente e
chamou as eleições de "estranhas", sem declarar um vencedor. Para o senador brasileiro, o presidente norte-americano fez bem não tomar partido e
agradeceu por tê-lo recebido nos EUA.Ao jornal, Flávio afirmou ainda que pretende contestar judicialmente a vitória de Lula, embora reconheça que as chances de sucesso são pequenas. Do exterior, também pretende apoiar aliados políticos que defendem a anistia para seu pai e para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Apesar de não descartar um retorno à política brasileira, o senador afirmou que sua permanência nos Estados Unidos deverá ser temporária. Questionado sobre uma eventual nova eleição, foi direto: "Se houver novas eleições, obviamente serei candidato novamente".
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.
Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).