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Risco-país na Argentina volta a subir: 'eleições nos EUA e triunfo de Lula influenciaram'
Risco-país na Argentina volta a subir: 'eleições nos EUA e triunfo de Lula influenciaram'
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A vitória do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais que o reelegeram em outubro, seguida da retumbante derrota nas eleições... 06.11.2026, Sputnik Brasil
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A avalição é do economista da consultoria EcoGo Lucio Garay Méndez, que conversou com a Sputnik sobre o indicador do banco J.P. Morgan, que aumentou 73 pontos o risco-país argentino, nesta sexta-feira (6), atingindo 925 pontos.Méndez ponderou que a assistência financeira que o país recebeu do Tesouro estadunidense gera incertezas diante da nova configuração do sistema político com a perda da maioria no Congresso por parte do presidente dos EUA, Donald Trump, aliado do homólogo argentino, Javier Milei.Quanto às perspectivas econômicas, assinalou:
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Risco-país na Argentina volta a subir: 'eleições nos EUA e triunfo de Lula influenciaram'
17:15 06.11.2026 (atualizado: 17:50 06.11.2026) A vitória do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais que o reelegeram em outubro, seguida da retumbante derrota nas eleições de meio de mandato do partido republicano nos EUA, ajudaram a aumentar o risco-país da Argentina.
A avalição é do economista da consultoria EcoGo Lucio Garay Méndez, que conversou com a Sputnik sobre o indicador do banco J.P. Morgan, que aumentou 73 pontos o risco-país argentino, nesta sexta-feira (6), atingindo 925 pontos.
"É estranho o que está acontecendo, porque, embora o risco-país esteja subindo, o dólar continua se mantendo nos mesmos níveis. O triunfo de Luiz Inácio Lula da Silva e os vencimentos de uma letra atrelada ao tipo de câmbio influenciaram na demanda por dólares e numa mudança de expectativas", disse ele. "Também influenciaram os resultados das eleições legislativas nos Estados Unidos."
Méndez ponderou que a
assistência financeira que o país recebeu do Tesouro estadunidense gera incertezas diante da nova configuração do sistema político com a perda da maioria no Congresso por parte do
presidente dos EUA, Donald Trump, aliado do
homólogo argentino, Javier Milei.
"Isso poderia reduzir a influência do conflito no Oriente Médio e provocar uma queda no preço do dólar, o que faria com que a Argentina se beneficiasse menos em sua balança comercial energética", sustentou.
"Espera-se que a economia tenha um crescimento de 0,8% no ano, impulsionado sobretudo pelos setores do agronegócio, da mineração e da energia. Os setores que geram emprego estão abaixo desses níveis. Para o ano que vem, projeta-se um crescimento de 1%, portanto, também será moderado."
O risco-país mede a desconfiança dos investidores internacionais na capacidade de um país de pagar suas dívidas. Cada 100 pontos básicos equivalem a 1% de juros adicionais que o país precisa pagar acima dos títulos públicos dos Estados Unidos. A pontuação de 925 é considerada de alto risco: significa que o país precisa pagar 4% dos EUA mais 9,25% de punição pelo risco, totalizando 13,25% de juros em dólares.
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