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Santiago Peña presta depoimento após destituição e detenção
Santiago Peña presta depoimento após destituição e detenção
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Ex-presidente deixou unidade militar em Assunção neste sábado (7) para depor no Ministério Público; investigação apura suspeitas de tráfico de influência... 07.11.2026, Sputnik Brasil
2026-11-07T13:46-0300
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O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña compareceu neste sábado (7) ao Ministério Público, em Assunção, para prestar depoimento após ter sido alvo de um processo de impeachment aprovado pelo Senado na sexta-feira (6) e detido em sua residência. O político passou a noite em uma unidade militar da capital paraguaia e deixou o local por volta das 11h para se apresentar às autoridades.A destituição de Peña ocorre em meio a uma grave crise política e financeira provocada pelo escândalo envolvendo o Ueno Bank, principal instituição financeira digital do país, que tem aproximadamente 2,9 milhões de clientes em uma população de cerca de 7 milhões de habitantes. A crise, marcada por suspeitas de fraudes e pela intervenção na instituição, desencadeou protestos e repercussões nas instituições paraguaias.Após ser detido em sua residência, nas proximidades da capital, Peña foi transferido durante a madrugada de sexta-feira para o Regimento Escola Presidencial, uma unidade militar no bairro Ciudad Nueva. A mudança ocorreu depois que manifestantes se concentraram em frente ao imóvel em protesto contra o ex-presidente. Após o depoimento deste sábado, as autoridades deverão decidir se ele retornará à instalação militar.A Justiça investiga Peña por suspeitas de lesão à confiança, tráfico de influência e administração em proveito próprio. O ex-presidente é acusado de favorecer o Grupo Vázquez, controlador do Ueno Bank, e de omissão na fiscalização da instituição por parte do Banco Central. A investigação também apura uma suposta intervenção indevida no órgão responsável pela administração dos recursos de aposentadoria e saúde dos trabalhadores. Peña havia sido investidor da holding controladora do banco e, em 2023, nomeou Carlos Carvallo Spalding, então presidente-executivo da companhia, para comandar o Banco Central paraguaio. Carvallo renunciou ao cargo nesta semana. O Ueno Bank administrava quase R$ 4,5 bilhões em recursos públicos, incluindo verbas da Previdência.A crise também provocou indignação entre clientes e manifestantes. Em frente ao Ministério Público, enquanto Peña prestava depoimento, a advogada Macarena Chilavert, de 38 anos, cobrou responsabilização dos envolvidos no escândalo. O funcionário público Carlos Sosa, de 69 anos, também participou do protesto e exibiu um cartaz com a frase "Um por um, todos têm que cair". Ele afirmou ter mantido depósitos no Ueno Bank, mas retirado os recursos após desconfiar da instituição. "Estou indignado e vim para protestar, pois não é só Peña, são todos eles desse grupo", declarou.Além do depoimento, o Ministério Público deverá reunir novas provas para determinar a extensão das responsabilidades do ex-presidente no escândalo financeiro.
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Santiago Peña presta depoimento após destituição e detenção
13:46 07.11.2026 (atualizado: 16:50 07.11.2026) Ex-presidente deixou unidade militar em Assunção neste sábado (7) para depor no Ministério Público; investigação apura suspeitas de tráfico de influência, administração em proveito próprio e favorecimento ao grupo controlador do banco digital Ueno.
O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña compareceu neste sábado (7) ao Ministério Público, em Assunção, para prestar depoimento após ter sido alvo de um processo de impeachment aprovado pelo Senado na sexta-feira (6) e detido em sua residência. O político passou a noite em uma unidade militar da capital paraguaia e deixou o local por volta das 11h para se apresentar às autoridades.
A
destituição de Peña ocorre em meio a uma grave crise política e financeira provocada pelo escândalo envolvendo o
Ueno Bank, principal instituição financeira digital do país, que
tem aproximadamente 2,9 milhões de clientes em uma população de cerca de 7 milhões de habitantes.
A crise, marcada por suspeitas de fraudes e pela intervenção na instituição, desencadeou protestos e repercussões nas instituições paraguaias.
Após ser detido em sua residência, nas proximidades da capital, Peña foi transferido durante a madrugada de sexta-feira para o Regimento Escola Presidencial, uma unidade militar no bairro Ciudad Nueva. A mudança ocorreu depois que manifestantes se concentraram em frente ao imóvel em protesto contra o ex-presidente. Após o
depoimento deste sábado, as autoridades deverão decidir se ele retornará à instalação militar.
A Justiça investiga Peña por suspeitas de lesão à confiança, tráfico de influência e administração em proveito próprio. O ex-presidente é acusado de favorecer o Grupo Vázquez, controlador do Ueno Bank, e de omissão na fiscalização da instituição por parte do Banco Central. A investigação também apura uma suposta intervenção indevida no órgão responsável pela administração dos recursos de aposentadoria e saúde dos trabalhadores.
Peña havia sido investidor da holding controladora do banco e, em 2023, nomeou Carlos Carvallo Spalding, então presidente-executivo da companhia, para comandar o Banco Central paraguaio. Carvallo renunciou ao cargo nesta semana.
O Ueno Bank administrava quase R$ 4,5 bilhões em recursos públicos, incluindo
verbas da Previdência.A crise também provocou indignação entre clientes e manifestantes. Em frente ao Ministério Público, enquanto Peña prestava depoimento, a advogada Macarena Chilavert, de 38 anos, cobrou responsabilização dos envolvidos no escândalo.
"Tenham medo do povo paraguaio, o povo precisa ter memória e castigar esses corruptos nas próximas eleições. Eu não votei nesse economista, que diziam que era um gênio e agora está detido."
O funcionário público Carlos Sosa, de 69 anos, também participou do protesto e exibiu um cartaz com a frase "Um por um, todos têm que cair". Ele afirmou ter mantido depósitos no Ueno Bank, mas retirado os recursos após desconfiar da instituição. "Estou indignado e vim para protestar, pois não é só Peña, são todos eles desse grupo", declarou.
Além do depoimento, o Ministério Público deverá reunir novas provas para determinar a extensão das responsabilidades do ex-presidente no escândalo financeiro.
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