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Estratégia de pressão da UE contra a China ameaça confiança e comércio bilateral, diz mídia
Estratégia de pressão da UE contra a China ameaça confiança e comércio bilateral, diz mídia
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A estratégia de "via dupla" da UE com a China, baseada em diálogo e pressão comercial, pode enfraquecer a confiança entre as partes e prejudicar a própria... 07.11.2026, Sputnik Brasil
2026-11-07T04:52-0300
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A União Europeia (UE) tem adotado uma estratégia de "via dupla" nas relações econômicas e comerciais com a China, combinando diálogo e pressão. Enquanto busca ampliar o entendimento por meio de consultas e visitas de autoridades europeias a Pequim, o bloco também sinaliza que prefere resolver disputas comerciais por meio de negociações, evitando uma guerra comercial aberta.Ao mesmo tempo, a UE avança com medidas de proteção econômica. Entre elas está a proposta de um "kill switch" (mecanismo de interrupção), apoiada por França e Alemanha, que permitiria restringir o acesso de atores externos ao mercado europeu. Bruxelas também planeja ampliar para outros setores medidas já adotadas contra veículos híbridos chineses, além de considerar novas tarifas e restrições a produtos chineses.Para a mídia, essa estratégia se baseia em três erros de cálculo que podem comprometer as relações econômicas entre as duas partes.O primeiro seria a crença de que a pressão pode levar a China a fazer concessões. Entretanto, Pequim tem buscado resolver divergências com a Europa por meio de acordos pragmáticos e em conformidade com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), enquanto rejeita a ideia de ceder diante de ameaças ou mecanismos de coerção. A posição chinesa, segundo a análise, é de defender seus interesses sem aceitar negociações conduzidas sob pressão.O artigo alerta ainda que, se acordos obtidos por meio do diálogo puderem ser posteriormente alterados ou condicionados a novas exigências, a confiança mútua tende a se deteriorar. Nesse cenário, a crescente utilização de instrumentos de pressão pela UE poderia enfraquecer justamente o principal alicerce para soluções negociadas.Já o segundo erro atribuído à Europa seria interpretar a economia chinesa como excessivamente dependente do mercado europeu. O texto sustenta que a demanda interna se tornou o principal motor do crescimento da China, respondendo por mais da metade da expansão econômica em 2025 e por quase três quartos do crescimento nos três primeiros trimestres de 2026, destacando o tamanho do mercado consumidor chinês e seu papel relevante no comércio global.O terceiro erro, segundo o artigo, é apontado como a ampliação das restrições comerciais sobre produtos chineses que funcionam como insumos essenciais para a indústria europeia, como produtos químicos, máquinas e outros bens intermediários que ajudam a reduzir custos de produção em um contexto de energia cara e mão de obra mais onerosa na Europa.Um eventual afastamento econômico da China teria custos elevados para a UE e não resolveria os desafios estruturais enfrentados pelo bloco, conclui o Global Times, enfatizando que questões como crescimento estagnado, aumento dos preços da energia e insatisfação social são apresentadas como problemas internos da Europa e que responsabilizar a China pelos desequilíbrios recorrendo ao protecionismo seria um erro.
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Estratégia de pressão da UE contra a China ameaça confiança e comércio bilateral, diz mídia
04:52 07.11.2026 (atualizado: 05:33 07.11.2026) A estratégia de "via dupla" da UE com a China, baseada em diálogo e pressão comercial, pode enfraquecer a confiança entre as partes e prejudicar a própria economia europeia, segundo análise da mídia asiática que critica novas restrições do bloco e defende a cooperação como alternativa ao protecionismo.
A União Europeia (UE) tem
adotado uma estratégia de "via dupla" nas relações econômicas e comerciais com a China,
combinando diálogo e pressão. Enquanto busca ampliar o entendimento por meio de consultas e visitas de autoridades europeias a Pequim, o bloco também sinaliza que prefere resolver disputas comerciais por meio de negociações, evitando uma guerra comercial aberta.
Ao mesmo tempo, a UE avança com medidas de proteção econômica. Entre elas está a proposta de um "kill switch" (mecanismo de interrupção),
apoiada por França e Alemanha, que
permitiria restringir o acesso de atores externos ao mercado europeu. Bruxelas também planeja ampliar para outros setores medidas já adotadas contra veículos híbridos chineses, além de considerar novas tarifas e restrições a produtos chineses.
Segundo um
artigo de opinião do Global Times, essa combinação de diálogo e pressão revela uma contradição. Embora a
UE afirme não querer um conflito comercial, continua ampliando seu arsenal de instrumentos restritivos.
Para a mídia, essa estratégia se baseia em três erros de cálculo que podem comprometer as relações econômicas entre as duas partes.
O primeiro seria a crença de que a pressão pode levar a China a
fazer concessões. Entretanto, Pequim tem buscado
resolver divergências com a Europa por meio de acordos pragmáticos e em conformidade com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), enquanto rejeita a ideia de ceder diante de ameaças ou mecanismos de coerção. A posição chinesa, segundo a análise, é de defender seus interesses sem aceitar negociações conduzidas sob pressão.
O artigo alerta ainda que, se acordos obtidos por meio do diálogo puderem ser posteriormente alterados ou condicionados a novas exigências, a confiança mútua
tende a se deteriorar. Nesse cenário, a crescente utilização de instrumentos de
pressão pela UE poderia enfraquecer justamente o principal alicerce para soluções negociadas.
Já o segundo erro atribuído à Europa seria interpretar a economia chinesa como excessivamente
dependente do mercado europeu. O texto sustenta que a demanda interna se tornou o principal motor do crescimento da China,
respondendo por mais da metade da expansão econômica em 2025 e por quase três quartos do crescimento nos três primeiros trimestres de 2026, destacando o tamanho do mercado consumidor chinês e seu papel relevante no
comércio global.
Ainda segundo a apuração, a utilização da capacidade produtiva de Pequim permanece em níveis considerados equilibrados, especialmente nos setores de alta tecnologia e em indústrias emergentes, enquanto as oscilações em segmentos tradicionais seriam vistas como parte do processo de modernização econômica e industrial do país.
O terceiro erro, segundo o artigo, é apontado como a
ampliação das restrições comerciais sobre produtos chineses que funcionam como insumos essenciais para a indústria europeia, como produtos químicos, máquinas e outros
bens intermediários que ajudam a reduzir custos de produção em um contexto de energia cara e mão de obra mais onerosa na Europa.
Um eventual afastamento econômico da China teria custos elevados para a UE e não resolveria os desafios estruturais enfrentados pelo bloco, conclui o Global Times, enfatizando que questões como
crescimento estagnado, aumento dos preços da energia e insatisfação social são apresentadas como
problemas internos da Europa e que responsabilizar a China pelos desequilíbrios recorrendo ao protecionismo seria um erro.
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