- Sputnik Brasil, 1920
Panorama internacional
Notícias sobre eventos de todo o mundo. Siga informado sobre tudo o que se passa em diferentes regiões do planeta.

UE eleva pressão sobre China enquanto ansiedade comercial domina o debate europeu, diz mídia

© AP Photo / Andy WongUm membro da Comissão Europeia, à esquerda, se prepara para trocar documentos com a delegação chinesa em uma cerimônia de assinatura após o 5º Diálogo Econômico e Comercial de Alto Nível China-UE na Casa de Hóspedes Estatal Diaoyutai, em Pequim (foto de arquivo)
Um membro da Comissão Europeia, à esquerda, se prepara para trocar documentos com a delegação chinesa em uma cerimônia de assinatura após o 5º Diálogo Econômico e Comercial de Alto Nível China-UE na Casa de Hóspedes Estatal Diaoyutai, em Pequim (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 10.09.2026
Nos siga no
A UE, segundo a mídia asiática, vive um momento de desaceleração econômica, polarização política e tensões estratégicas, enquanto trata a China como problema em vez de parceira — um erro que, segundo o artigo, agrava a crise europeia e alimenta discursos sobre desequilíbrios comerciais e possíveis confrontos.
Um recente editorial do Global Times argumenta que a União Europeia (UE) vive um período marcado por desaceleração econômica, polarização política, tensões sociais e instabilidade estratégica nas relações com Rússia e EUA. De acordo com a avaliação, a China poderia ter sido tratada como parceira estratégica, mas acabou sendo vista como parte do problema, o que seria um erro de cálculo europeu, segundo o artigo.
O comissário europeu para o Comércio e a Segurança Econômica, Maros Sefcovic, declarou que a UE pretende pressionar a China por compromissos para reduzir desequilíbrios comerciais e espera "ações iniciais" até outubro. Ele também mencionou que, sem resultados, crescerá a pressão por "outras soluções", movimento que alguns meios europeus têm interpretado como um possível ultimato e até como prenúncio de uma "guerra comercial".
Mas enquanto a UE adota retórica dura, a China mantém canais abertos e insiste em diálogo, equilíbrio e tratamento igualitário, lembra o artigo. A posição chinesa, segundo o portal, não refletiria medo, mas boa vontade e paciência, contrastando com a forma como a Europa lida com atritos comerciais com os EUA, o que deveria servir de referência para Bruxelas.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, discursa para jornalistas durante uma coletiva de imprensa na sede da União Europeia (UE) em Bruxelas, 7 de abril de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 28.08.2026
Panorama internacional
Mídia: UE vê déficit com China como efeito estrutural, mas especialistas apontam entraves internos
Para a mídia, a ansiedade europeia é inflada por números como o déficit diário de "€ 1 bilhão" (cerca de R$ 6,02 bilhões), citado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, mas que esse valor não consideraria o superávit europeu em serviços nem os lucros de empresas europeias que produzem na China. O texto também sustenta que a percepção europeia de produtos chineses como "baratos" seria distorcida, já que a China hoje ofereceria qualidade e competitividade.
A raiz da inquietação europeia está na perda de competitividade interna, agravada por custos de energia, baixo investimento, lentidão na inovação e fragmentação do mercado único, lembra o Global Times afirmando que, ao tensionar simultaneamente com China, Rússia e EUA, a UE se coloca em uma posição historicamente rara e arriscada.
A mídia europeia tem mencionado uma possível "guerra comercial", mas o texto questiona se a UE estaria preparada. A China, muito provavelmente não cederia a pressões, e tampouco as deseja, mas dificilmente a UE teria capacidade real de travar uma guerra comercial contra a China, aponta o editorial.

"A UE erra ao tratar a China como ameaça e que isso decorre de falta de conhecimento profundo sobre o país", argumenta a mídia. Exemplos de cooperação bem-sucedida, como o caso da Volkswagen Anhui, seriam ignorados em favor de narrativas politicamente convenientes sobre o déficit comercial.

Por fim, o artigo defende que a cooperação China‑UE é ampla, complementar e cheia de potencial em áreas como inteligência artificial (IA), clima e governança global e que insistir no caminho atual, não resolverá os problemas de competitividade da UE.
Logo da emissora Sputnik - Sputnik Brasil
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!

Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.

Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала