O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse mais cedo nesta semana que Guaidó deve ir a julgamento após seu retorno por ter violado a ordem do Supremo.
De acordo com a agência Reuter, Guaidó visitou o Paraguai e a Argentina na sexta-feira (1) em busca de apoio dos países latino-americanos a um governo de transição na Venezuela.
Guaidó também teria dito que ele deflagraria o processo eleitoral já na semana que vem na Venzuela. No entanto, o líder opositor não especificou a data de seu retorno.
O representante especial dos EUA para a Venezuela, Elliot Abrams, disse em uma conferência de imprensa na sexta-feira (28) que Washington está preocupada com a possibilidade do retorno de Guaidó ao território venezuelano. Abrams também alertou sobre uma possível reação internacional caso de o autoproclamado presidente interino seja preso.
De forma similar, a chefe de política internacional da União Europeia, Federica Mogherini, alertou neste sábado (1) que qualquer medida possível que coloque em risco a liberdade do líder da oposição venezuelana levaria a uma escalada da crise política e seria respondida com forte condenação internacional.
A situação da crise política na Venezuela teve uma escalada a partir do dia 23 de janeiro, quando Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino em desafio ao mandato do presidente Nicolás Maduro, reeleito em 2018.
Guaidó foi quase imediatamente reconhecido como presidente pelos Estados Unidos e países como Brasil, Argentina e Colômbia. No entanto, Maduro continua sendo considerado presidente legítimo por países como China, Rússia, Irã, Turquia, México, Uruguai, Bolívia e Cuba.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, tem afirmado que Washington está orquestrando um golpe para derrubá-lo através de Guaidó.