Carlos Faría, ministro das Relações Exteriores da Venezuela, disse que se ofereceu na quinta-feira (27) para ajudar a União Europeia (UE) para "superar sua crise energética", mas com condições.
"Exigimos apenas a liberação de nossos ativos nos bancos europeus e o fim do bloqueio econômico e financeiro contra a Venezuela", explicou Faría durante seu discurso na 3ª Cúpula de Ministros das Relações Exteriores da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) e da União Europeia (UE), que está decorrendo em Buenos Aires, Argentina.
Desde o início do conflito entre a Ucrânia e a Rússia, o principal fornecedor de gás ao bloco europeu, as sanções introduzidas pela UE contra Moscou causaram uma crise energética com impacto global, incluindo no carvão e especialmente no petróleo, um dos principais motores da economia venezuelana.
Na quinta-feira (27) o mandatário venezuelano destacou o crescimento econômico de seu país este ano, apesar do bloqueio e das sanções "imperialistas unilaterais" impostas pelos EUA e seus aliados contra Caracas. Segundo ele, após uma grave crise, 2022 será o primeiro ano de expansão e crescimento acelerado, criação de riqueza e da construção de uma nova economia venezuelana.
Em 19 de setembro Juan Carlos Alemán, deputado do governante Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), referiu as sanções antirrussas de Bruxelas como apenas estarem causando sofrimento aos cidadãos europeus, sem atingirem seus objetivos.
Em 9 de setembro Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, ofereceu a exportação do petróleo e gás aos EUA e à Europa em meio à crise energética e consequente inflação que assola esses lugares.