Na sexta-feira passada (30), nas vésperas do fim de seu governo, o ex-presidente, Jair Bolsonaro, seguiu com parte da família para Orlando, na Flórida.
Com a viagem, Bolsonaro quebrou um dos protocolos oficiais da posse presidencial: o de passar a faixa da presidência ao sucessor. Além deste fato, o ex-mandatário pode estar perto de quebrar outra questão, porém, de cunho mais pessoal: sua renda mensal.
De acordo com o jornal O Globo, o líder do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, disse que só pagará o salário acordado com Bolsonaro (de R$ 39,2 mil mensais) se ele voltar dos EUA para o Brasil. No caso, essa condição se estenderia à ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que também recebe dinheiro da legenda.
Entretanto, os salários não estão só condicionados ao retorno do clã Bolsonaro, Valdemar precisa que o ministro Alexandre de Moraes libere as verbas do partido, uma vez que as contas da sigla estão bloqueadas desde que o PL pediu anulação de 300.000 votos do segundo turno sem apresentar provas de que os mesmos foram fraudados.
Moraes atendeu a um pedido da legenda e liberou verbas para pagar a folha de pagamento do PL de dezembro, porém, segundo a mídia, o contracheque de Bolsonaro não está contabilizado nessa folha.