A revolta que levou a uma guerra civil que já dura quase 13 anos no país começou quando a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) apoiou a derrubada e morte do líder Muammar Kadhafi, que inclusive já foi aliado próximo dos Estados Unidos e da Europa.
Porém, diante do poder central vago, milícias começaram a competir pelo controle do governo em conflitos que abalam a Líbia até hoje. Atualmente, o país está dividido entre duas administrações: uma com sede em Trípoli, a oeste, e outra no leste apoiada pelo líder militar Khalifa Haftar.
Na reunião especial sobre a Líbia nesta segunda-feira, a União Africana lembrou a importância de apoiar os esforços para que o país retome a normalidade. "Os membros reiteraram seu apoio ao processo político empreendido pela Líbia com o objetivo de conduzir a eleições gerais, permitindo um governo unificado", disse o ministro das Relações Exteriores do Congo, Jean-Claude Gakosso, em um comunicado final.
Já o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, lembrou que a crise na Líbia "já perdura por muito tempo e custou caro ao seu povo", além de alimentar o crescimento do terrorismo na região do Sahel.
Também no comunicado final, a entidade voltou a apelar "para que todos os atores externos cessem de interferir nos assuntos internos da Líbia, que afetam os interesses fundamentais do povo líbio, suas aspirações legítimas e estabilidade, paz e desenvolvimento". Uma reunião de reconciliação inter-líbia está agendada para ocorrer em 28 de abril em Sirte, na Líbia.