A Bolívia precisa de tecnologias russas na produção de lítio e na descoberta de campos de gás, disse Felix Ahpi, chefe da comissão de relações internacionais do Senado boliviano, à Sputnik nesta sexta-feira (26).
A declaração do senador foi em referência à reunião entre o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, e sua homóloga boliviana, Celinda Sosa Lunda, nesta sexta-feira, em Moscou. Em coletiva a jornalistas após a reunião, Lunda expressou esperança na rápida entrada de seu país no BRICS, e Lavrov declarou o apoio russo à demanda da Bolívia.
"A Rússia tem uma vasta experiência na produção de lítio e a Bolívia tem esse recurso em abundância. A Rússia será a nossa grande parceira na produção de lítio e na descoberta de novos campos de gás que ainda estão no solo", disse o senador ao comentar a reunião.
"Sempre tivemos relações amistosas com a Rússia, que remontam aos tempos da União Soviética. A Rússia sempre colaborou e não dominou, ao contrário de outros países, por isso o governo boliviano confiará na Rússia no desenvolvimento de projetos conjuntos", acrescentou Ahpi.
A holding internacional de mineração de urânio Rosatom Uranium One Group e a empresa estatal de lítio da Bolívia Yacimientos de Litio de Bolivia (YLB) assinaram um acordo em 2023 para a construção de um complexo industrial para a extração e produção de carbonato de lítio no departamento de Potosí, na Bolívia.
Os investimentos no projeto serão de cerca de US$ 600 milhões (cerca de R$ 3 bilhões). Está prevista a construção de um complexo industrial com capacidade de 25 mil toneladas de carbonato de lítio por ano, com possibilidade de aumento de capacidade com base nos resultados da exploração geológica.
Na ocasião, o diretor-geral da Rosatom, Aleksei Likhachev, disse que a estatal russa pretende atingir os níveis planejados de produção de lítio até 2027, ocupando até 4% do mercado mundial.