Panorama internacional

Putin afirma que relações com os países da África são prioridade da Rússia

O desenvolvimento das relações com o continente africano é uma prioridade para a agenda externa da Rússia, assegurou o presidente Vladimir Putin, nesta quinta-feira (6), ao se reunir com seu homólogo zimbabuano, Emmerson Mnangagwa.
Sputnik

"Estou satisfeito por ter a oportunidade de me reunir com você à margem do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo [SPIEF, na sigla em inglês]. Estou certo de que sua presença simbolizará o interesse do continente africano em desenvolver relações com a Rússia, e esta é uma das nossas prioridades", declarou Putin.

Além disso, Putin enfatizou que as posturas dos dois países "são muito próximas ou até coincidem em temas-chave da agenda internacional", indicou.
O presidente russo ainda reforçou o convite ao Zimbábue para participar da reunião entre ministros das Relações Exteriores da Rússia e de países africanos, que vai acontecer neste ano em Sochi.
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Fórum entre países: base de um mundo multipolar

A 27ª edição do SPIEF em São Petersburgo conta com a participação de 136 países e acontece entre os dias 5 e 8 de junho. Este ano, o tema é "Fundamento do Mundo Multipolar — Formação de Novos Pontos de Crescimento".
A primeira edição do fórum econômico ocorreu em 1997, e desde 2006 é organizada com o patrocínio e participação do presidente da Rússia.
Em mais de 25 anos, o SPIEF se tornou a principal plataforma internacional de contato entre representantes da comunidade empresarial e espaço de debate sobre questões econômicas fundamentais tanto para a Rússia quanto para os mercados em desenvolvimento.
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'Abordagem colonial racista'

Durante o evento, o filósofo político Aleksandr Dugin defendeu que o BRICS é um grupo de diálogo de culturas, enquanto o Ocidente fica de fora porque insiste que não existem outras culturas e civilizações além dos países que o contemplam.
"Quando falamos do BRICS, estamos nos referindo a um modelo multipolar completamente novo, em que não existe Ocidente. Por enquanto está fora do jogo porque insiste que não existem culturas ou civilizações, existe apenas uma civilização ocidental, e é o único. É por isso que os países do grupo se opõem a essa hegemonia, a essa abordagem colonial racista", disse Dugin.
O filósofo ainda classificou o BRICS como a "unidade dos diferentes" e sublinhou que existem muitas contradições entre o mundo islâmico e a Índia, o modelo chinês e o islâmico, a Índia e a China, a África e o mundo islâmico, e que, a Rússia, como país ortodoxo, tem um sistema de valores diferente, mas todos esses países estão unidos pelo fato de estarem construindo civilizações com base em valores tradicionais.
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