Na quinta-feira (4) membros de uma gangue invadiram a cidade de Pont-Sondé, cerca de 96 quilômetros ao norte de Porto Príncipe, e mataram mais de 70 pessoas, incluindo bebês, causando a fuga de mais de 6 mil residentes.
O escritório da ONU para os Direitos Humanos informou por meio de nota que a gangue se chama Gran Grif (Grandes Garras).
Na semana passada, o Conselho de Segurança da ONU autorizou por mais um ano uma força internacional de segurança destinada a ajudar a polícia local a combater as gangues e garantir a lei e a ordem.
O Conselho de Segurança da ONU também incentivou a missão a acelerar seu desdobramento.
Em junho, Conille deu as boas-vindas a um contingente de 400 funcionários quenianos que chegaram a Porto Príncipe para colaborar com a segurança pública, marcando o início da MSS no país.
O Haiti está há anos mergulhado em uma crise sociopolítica, que se agravou em julho de 2021, com o assassinato do então presidente, Jovenel Moïse.
Além de ingerência estrangeira, o país enfrenta um aumento sem precedentes nas atividades de grupos criminosos, que se dedicam à extorsão e sequestro por resgate, controlando todas as áreas do país.
Em março, grupos armados invadiram duas prisões em Porto Príncipe, libertaram mais de 3 mil presos e mataram guardas e policiais. O governo do Haiti declarou o estado de emergência no país.
Em abril, o primeiro-ministro Ariel Henry renunciou e fugiu do país. Foi criado um Conselho de Transição Presidencial, apoiado pela Comunidade do Caribe (Caricom), para superar a crise no país.
Um relatório divulgado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), da ONU, mostrou ainda que quase 100 mil pessoas fugiram da região metropolitana de Porto Príncipe em março, devido aos ataques das gangues que controlam a capital do país.