"O governo brasileiro recebeu com satisfação a decisão do governo dos EUA de revogar sua designação unilateral de Cuba como Estado patrocinador do terrorismo, suspender a aplicação do Título III da Lei Helms-Burton e eliminar as restrições às relações entre pessoas e entidades norte-americanas com contrapartes cubanas", declarou o Itamaraty em comunicado.
O governo brasileiro destacou ainda que sempre defendeu, tanto em fóruns multilaterais e regionais quanto no diálogo com Washington, que "é injusto e injustificado manter Cuba em uma lista unilateral de países promotores do terrorismo, quando é amplamente conhecido que Cuba colabora ativamente na promoção da paz, do diálogo e da integração regional".
"As medidas de alívio adotadas pelos EUA vão na direção correta e representam um ato de reparação, restabelecimento da justiça e do direito internacional", acrescentou.
Além disso, o Itamaraty afirmou esperar que essas medidas sinalizem o caminho para uma relação construtiva entre Cuba e os EUA, "baseada no diálogo, na cooperação e no respeito às normas internacionais".
Em 14 de janeiro, a poucos dias do fim de seu mandato, o governo de Joe Biden anunciou a decisão de retirar Cuba da lista de países que promovem o terrorismo. Cuba havia sido incluída na lista em janeiro de 2021, em uma das últimas ações de Donald Trump antes de concluir o primeiro mandato.
A ilha integrou a lista desde 1982, mas foi retirada em 2015, durante o período de aproximação promovido pelo então presidente Barack Obama (2009-2017).