"Eu impus um congelamento da ajuda externa. Estamos cansados de dar quantias enormes de dinheiro a países que nos odeiam", afirmou Trump ao Congresso.
Na semana passada, o republicano assinou uma ordem executiva suspendendo nova ajuda externa dos EUA durante 90 dias, além de determinar uma revisão para garantir que a ajuda esteja alinhada com sua visão da política externa norte-americana.
Na última sexta (24), o Departamento de Estado emitiu um documento ordenando que todos os postos diplomáticos e consulares dos EUA interrompessem imediatamente o trabalho em projetos de assistência externa, com exceção da assistência militar e da ajuda alimentar ao Egito e a Israel.
O que pode acontecer com a Ucrânia diante do fim da ajuda dos EUA?
O fim da assistência financeira dos EUA será um problema muito sério para a Ucrânia, disse também nesta segunda o analista militar britânico Alexander Mercouris em seu canal no YouTube.
"A interrupção a longo prazo dos fluxos financeiros dos EUA, se isso é para onde estamos indo, será um problema muito grave para a Ucrânia. […] Há um risco de que, se a assistência financeira acabar completamente, o país possa cair na hiperinflação, o que teria acontecido há muito tempo se não fosse pela assistência financeira nos momentos críticos", acredita Mercouris.
De acordo com o especialista, ele não vê a situação atual como "um problema incurável". Na sua opinião, é provável que a União Europeia continue a ajudar a Ucrânia com dinheiro e suprimentos militares, mas isso não vai salvá-la.
"Neste momento, vemos que, seja qual for a resiliência dos ucranianos, quaisquer recursos que a União Europeia esteja disposta a lançar, parece que este é um problema para a Ucrânia, e claro se isso continuar mais de 90 dias indicados, então, dada a dependência da Ucrânia, isso pode ser um problema muito sério que terá um impacto crítico na capacidade da Ucrânia de continuar a funcionar e trabalhar como um Estado", resumiu o analista.