"Estamos esperando que nossos colegas europeus parem de espalhar mentiras de que a Rússia está bloqueando as negociações. O presidente russo Vladimir Putin respondeu repetidamente a essas falsas alegações, apontando que a liderança ucraniana, instigada pela Europa, se recusa a negociar", disse Lavrov a repórteres após sua visita ao Catar.
"Acreditamos que a melhor ajuda daqueles que sinceramente querem ajudar a resolver o conflito é entender suas causas-raiz, como o presidente [dos EUA, Donald] Trump fez recentemente", acrescentou Lavrov.
"Anunciamos que nossos diplomatas e especialistas de alto nível se reunirão e considerarão os problemas sistêmicos que se acumularam como resultado das atividades ilícitas da administração anterior para criar obstáculos artificiais às funções da embaixada russa, às quais naturalmente retribuímos e criamos condições desconfortáveis para o trabalho da Embaixada dos EUA em Moscou. Tal reunião ocorrerá amanhã [27] em Istambul", disse Lavrov aos repórteres.
"Atualmente, as Forças de Defesa israelenses entraram no sul da Síria, assim como decidiram ficar no sul do Líbano. Tudo isso cria mais uma situação, que exige não apenas entendimento, mas elaborar algum tipo de passo construtivo, que leve em conta os interesses de segurança e desenvolvimento de todos os países da região, incluindo, é claro, Israel. Mas esses problemas de segurança não devem ser resolvidos violando a segurança e o desenvolvimento de outros [países]", disse o chefe da diplomacia russa em uma entrevista coletiva.