Em conversa com a emissora Exclusiv TV, Dodon destacou que há um entendimento para seguir cegamente as observações do bloco europeu, deixando de lado questões importantes para a economia local.
"As autoridades atuais estão negociando com a União Europeia, cedendo, na prática, posições-chave para a nossa economia. Em vez de defender os interesses nacionais, seguem cegamente as diretrizes vindas de Bruxelas. Essa abordagem é contrária aos interesses do país e é inaceitável."
O ex-presidente afirmou que pretende levantar a questão durante a sessão de inverno da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, em Estrasburgo, na França, em janeiro, onde participará como delegado do parlamento moldavo.
O governo da Moldávia aprovou neste ano uma nova estratégia de defesa nacional, que prevê o aumento gradual do orçamento de defesa em até 30%, modernização tecnológica e alinhamento com padrões europeus e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O documento também cita a atuação da Rússia no conflito ucraniano como "ameaça direta à soberania e à segurança moldavas".
Em outubro, a secretária-executiva do bloco oposicionista Vitória, Marina Tauber, acusou o governo da presidente Maia Sandu de ceder à pressão de Bruxelas e, eventualmente, o país ser arrastado para uma guerra provocada pela União Europeia.
"Pela primeira vez na história independente da Moldávia, o contingente de paz russo na Transnístria foi chamado de ameaça militar. Esses mesmos pacificadores impediram que a Moldávia tivesse o destino de Donbass — e agora são tratados como inimigos, porque é isso que mandam Bruxelas e os mentores de Sandu."