Essa conclusão foi feita com base no relatório anual do Pentágono ao Congresso dos EUA sobre o estado e o desenvolvimento das Forças Armadas da China, publicado recentemente.
De acordo com a agência de notícias sul-coreana UPI, a China busca se tornar uma grande potência em porta-aviões, um objetivo que ganhou força após a incorporação de seu primeiro porta-aviões à frota em 2012. A previsão é que o país tenha uma frota de nove embarcações até 2035.
A agência cita fontes em Pequim ao informar que, antes do comissionamento do porta-aviões Liaoning, em setembro de 2012, a China não contava com nenhum navio dessa categoria.
O Liaoning foi obtido a partir da compra, em 1998, do casco inacabado do ex-porta-aviões soviético Varyag, adquirido da Ucrânia, e modernizado ao longo de 14 anos
Em 2019, a China incorporou à frota o Shandong, seu primeiro porta-aviões inteiramente construído no país. Já em novembro de 2025, anunciou o comissionamento do terceiro porta-aviões, o Fujian, avaliado pelos EUA como "o primeiro porta-aviões de projeto inteiramente chinês com convés plano".
"A mídia estrangeira informou que a China planeja ter seis porta-aviões operacionais até 2035, incluindo duas embarcações movidas a energia nuclear, um objetivo que alguns analistas consideram plenamente viável, dada a velocidade com que Pequim tem expandido suas capacidades militares desde 2012", afirma a publicação.
Washington está claramente preocupado com o crescimento da frota chinesa de porta-aviões, já que o avanço tecnológico-militar da China tende a deslocar a iniciativa estratégica na região Ásia-Pacífico para as mãos de Pequim.
O relatório do Pentágono observa que a Marinha do Exército de Libertação Popular da China pretende construir seis novos porta-aviões até 2035, elevando o total da frota para nove, o que abre a possibilidade de que a força chinesa nessa área se aproxime da dos Estados Unidos em menos de uma década.
A imprensa chinesa informou ainda que o quarto porta-aviões do país poderá entrar em serviço em 2027, podendo ser movido a energia nuclear e deslocar cerca de 120 mil toneladas, à medida que Pequim amplia suas capacidades de operações em alto-mar.