"Não descartamos nenhuma opção, mas o debate não ocorre com o objetivo de chegar a uma conclusão predeterminada, e sim de encontrar as soluções necessárias para ampliar a capacidade de dissuasão e resposta do Japão", afirmou Takaichi em entrevista ao jornal Yomiuri Shimbun, ao ser questionada sobre a possibilidade de o país considerar a aquisição de submarinos de propulsão nuclear.
Segundo a primeira-ministra, a revisão acelerada dos três principais documentos de segurança do Japão levará em conta a rápida transformação do panorama estratégico global. O objetivo é alinhar a política de defesa japonesa às ameaças emergentes.
Em dezembro de 2022, o Japão aprovou três documentos centrais de defesa que estabeleceram a meta de elevar os gastos militares de 1,24% para 2% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2027.
Posteriormente, Takaichi antecipou esse objetivo para o ano fiscal de 2025 e afirmou que a meta já foi alcançada. O gasto total de defesa previsto para o período de 2023 a 2027 é de 43 trilhões de ienes (R$ 1,5 trilhão).
Mais cedo, o portal Defense News publicou que o Japão está em processo de realização do maior reforço militar desde a Segunda Guerra Mundial, dobrando gastos em defesa para conter a China e atender à pressão dos EUA. Enquanto isso, Takaichi adota posições mais duras sobre Taiwan e amplia o afastamento do país de seu histórico pacifista.
As tensões bilaterais cresceram com incidentes militares recentes, como radares chineses travados em aeronaves japonesas e operações de porta‑aviões chineses perto de Iwo Jima. Em resposta, o governo aprovou um orçamento de defesa recorde, acima de 9 trilhões de ienes (cerca de R$ 318,6 bilhões), com foco em mísseis de cruzeiro e sistemas não tripulados.