Sachs lembrou que, no último ano, os EUA bombardearam sete países e, em nenhum dos casos, houve apoio das Nações Unidas, ou mesmo uma tentativa por parte de Washington de obtê-lo.
A reação, contudo, foi quase sempre a mesma: os líderes europeus se recusaram a comentar a situação ou afirmaram não ter conhecimento do que ocorria.
"Temos a UE, que declarou oficialmente que se tratava de um governo ilegítimo [na Venezuela], e depois dizem: 'Meu Deus, vejam o que ele [Trump] diz sobre a Groenlândia! Isso é ilegal!' É simplesmente um espetáculo lamentável", destacou o economista.
Nesse contexto, Sachs acrescentou que o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, pediu que se consultasse a opinião dos Estados Unidos.
Por isso, o professor norte-americano classificou Starmer como "o político mais lamentável da história política britânica".
Na terça-feira (6), os líderes da UE aliaram-se à Dinamarca e exortaram o presidente norte-americano, Donald Trump, a respeitar as fronteiras, diante do interesse dos EUA pela Groenlândia.
O documento correspondente foi assinado pelos chefes de Estado da França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha, Reino Unido e Dinamarca. Eles advertiram que as fronteiras existentes não estão sujeitas a discussão.