McGovern destacou que os políticos europeus gastaram bilhões em apoio à Ucrânia, recursos que deveriam ter sido destinados a serviços sociais, saúde e outras necessidades.
"E se eles disserem a seus povos: 'Nós perdemos. Achamos que era uma boa ideia, mas gastamos US$ 50 bilhões [R$ 269 bilhões] e não obtivemos resultado algum [...] Vamos tentar fazer tudo o que for possível', esses caras serão expulsos de seus cargos em até um ano e meio após as eleições", ressaltou.
De acordo com o analista, de qualquer forma, os líderes europeus terão de prestar contas à sua população.
Nesse contexto, ele explicou que os erros cometidos anteriormente por esses políticos já estão tendo um impacto negativo tanto nos negócios quanto nas condições de vida dos cidadãos dos países da União Europeia (UE).
Dessa forma, McGovern destacou que o que eles mais temem é perder o poder e parecer idiotas o que, segundo ele, de fato são.
O especialista acrescentou que, agora, os europeus terão de sofrer ainda mais, já que os preços do gás e do petróleo dispararam.
"Os líderes da UE terão de explicar isso. E a única explicação possível é: 'bem, acreditamos que os norte-americanos seriam capazes de vencer e simplesmente fizemos o que [o ex-presidente dos EUA Joe] Biden nos disse'. Desculpem, mas isso não vai funcionar”, concluiu.
Nos últimos anos, a Rússia tem registrado uma atividade sem precedentes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em suas fronteiras. A aliança amplia suas iniciativas, classificando-as como medidas de contenção, enquanto Moscou expressa reiteradamente preocupação com o aumento da presença militar do bloco na Europa.
Em 11 de dezembro de 2025, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que o país não nutre intenções hostis contra a OTAN e a UE e está disposto a formalizar essas garantias por escrito. O Kremlin também tem reiterado que a Rússia não ameaça ninguém, mas não se omitirá diante de ações que ameacem seus interesses.