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Macron admite necessidade de diálogo com Putin sobre a Ucrânia após meses de recusa diplomática
Macron admite necessidade de diálogo com Putin sobre a Ucrânia após meses de recusa diplomática
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O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta terça-feira (6) que deseja conversar com o líder russo, Vladimir Putin, nas próximas semanas... 06.01.2026, Sputnik Brasil
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A sinalização ocorre após líderes europeus como Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, e Robert Fico, primeiro-ministro da Eslováquia, terem sido duramente criticados por manterem diálogo com Moscou ao longo da operação militar especial.Aliado a isso, no fim do ano passado, a mídia alemã chegou a relatar o aumento das tensões entre Macron e o chanceler alemão, Friedrich Merz, por conta da proposta de retomada do diálogo. Na ocasião, a publicação pontuou que Macron já começava a afirmar que seria útil para a Europa restabelecer o contato com Moscou. A iniciativa, porém, não teria sido coordenada com Berlim, o que gerou desconforto no governo alemão.Europa 'sem unidade'Já o jornal The Washington Post publicou que países europeus são incapazes de resolver o conflito na Ucrânia porque enfrentam uma grave crise política e perderam sua unidade. Os autores do texto afirmam que a Rússia se beneficia do silêncio da Europa e da política supostamente pró-Rússia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Além disso, os autores reconhecem que os erros do Ocidente na Ucrânia contribuíram para os avanços russos."Durante a Guerra Fria, romper a Aliança do Atlântico Norte era o principal objetivo da União Soviética, algo que nunca aconteceu. Hoje, porém, muitos americanos e europeus parecem dispostos a fazer o trabalho de Moscou", afirma o texto.A publicação ressalta que a União Europeia perdeu sua coesão e já não representa "a soma de suas partes". Em particular, os autores criticam os europeus pela incapacidade de concordar sobre o uso dos ativos russos congelados na belga Euroclear.A Rússia, por sua vez, já manifestou inúmeras vezes o seu desejo de encontrar uma solução para o conflito na Ucrânia com base em negociações sérias e justas, que levem em consideração as preocupações de segurança de Moscou. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o regime ucraniano precisa tomar uma decisão e iniciar as negociações. Segundo ele, a liberdade de decisão de Kiev está diminuindo como resultado das operações ofensivas das Forças Armadas russas.
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Macron admite necessidade de diálogo com Putin sobre a Ucrânia após meses de recusa diplomática
20:27 06.01.2026 (atualizado: 20:37 06.01.2026) O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta terça-feira (6) que deseja conversar com o líder russo, Vladimir Putin, nas próximas semanas, reconhecendo a necessidade de retomar canais diretos de comunicação que foram praticamente interrompidos por iniciativa do próprio Ocidente em meio ao conflito na Ucrânia.
"É necessário
construir um processo de comunicação. No curto prazo, o apoio à Ucrânia deve continuar. O contato está sendo reorganizado e deve ocorrer nas próximas semanas. O objetivo é
alcançar a paz sem a capitulação da Ucrânia", disse Macron à mídia local, ao ser questionado sobre a possibilidade de falar com o presidente russo.
A sinalização ocorre após líderes europeus como Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, e Robert Fico, primeiro-ministro da Eslováquia, terem sido duramente criticados por
manterem diálogo com Moscou ao longo da operação militar especial.
Aliado a isso, no fim do ano passado, a mídia alemã chegou a relatar o aumento das tensões entre Macron e o
chanceler alemão, Friedrich Merz, por conta da proposta de retomada do diálogo.
Na ocasião, a publicação pontuou que Macron já começava a afirmar que seria útil para a Europa restabelecer o contato com Moscou. A iniciativa, porém, não teria sido coordenada com Berlim, o que gerou desconforto no governo alemão.
Já o jornal The Washington Post
publicou que
países europeus são incapazes de resolver o conflito na Ucrânia porque enfrentam uma grave crise política e perderam sua unidade. Os autores do texto afirmam que
a Rússia se beneficia do silêncio da Europa e da política supostamente pró-Rússia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Além disso, os autores reconhecem que
os erros do Ocidente na Ucrânia contribuíram para os avanços russos."Durante a Guerra Fria, romper a Aliança do Atlântico Norte era o principal objetivo da União Soviética, algo que nunca aconteceu. Hoje, porém, muitos americanos e europeus parecem dispostos a fazer o trabalho de Moscou", afirma o texto.
A publicação ressalta que a União Europeia perdeu sua coesão e já
não representa "a soma de suas partes". Em particular, os autores criticam os europeus pela incapacidade de concordar sobre o
uso dos ativos russos congelados na belga Euroclear.
"Aproveitando-se das falhas estruturais inerentes aos procedimentos de tomada de decisão da UE, a Bélgica, com o apoio discreto de vários outros países, bloqueou o plano. Em vez disso, a UE aprovou um empréstimo de 90 bilhões de euros por conta própria. Mesmo assim, Hungria, Eslováquia e República Tcheca se recusaram a participar", diz o artigo.
A Rússia, por sua vez, já manifestou inúmeras vezes o seu desejo de encontrar uma solução para o conflito na Ucrânia com base em negociações sérias e justas, que levem em consideração as preocupações de segurança de Moscou.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o regime ucraniano precisa tomar uma decisão e iniciar as negociações. Segundo ele, a liberdade de decisão de Kiev está diminuindo como resultado das operações ofensivas das Forças Armadas russas.
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