"Talvez um ou dois anos, ou até mais", respondeu Wright ao ser questionado pela emissora CBS se a atuação dos Estados Unidos na Venezuela deve se prolongar. Porém, Wright esclareceu que, no momento, não é possível estabelecer prazos exatos.
No início do mês, os Estados Unidos realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela, ocasião em que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram sequestrados e levados para Nova York.
Na sequência, o homólogo norte-americano Donald Trump afirmou que Maduro e Flores seriam julgados, sob a alegação de envolvimento com 'narcoterrorismo" e de que representariam uma ameaça, inclusive aos Estados Unidos. Maduro e sua esposa declararam-se inocentes das acusações durante audiência em um tribunal de Nova York.
Em resposta à operação dos EUA, Caracas solicitou uma reunião urgente da Organização das Nações Unidas (ONU), e a Suprema Corte da Venezuela atribuiu temporariamente as funções de chefe de Estado à vice-presidente Delcy Rodríguez. Na última segunda-feira (5), Rodríguez assumiu oficialmente como presidente interina da Venezuela e prestou juramento perante a Assembleia Nacional.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia expressou solidariedade ao povo venezuelano, pediu a libertação de Maduro e de sua esposa e apelou para que não haja uma nova escalada da situação. Em Pequim, seguindo a posição de Moscou, também foi feito um apelo pela libertação imediata de Maduro e de sua esposa, com o argumento de que as ações dos Estados Unidos violam o direito internacional.