Chancelaria da Venezuela nega alegações dos EUA sobre situação de insegurança no país
05:12 11.01.2026 (atualizado: 07:36 11.01.2026)

© AP Photo / Cristian Hernandez
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O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela rejeitou as alegações dos EUA sobre uma situação de insegurança no país e a presença de grupos armados em postos de controle.
No sábado (10), o Departamento de Estado dos EUA afirmou que milícias armadas na Venezuela, conhecidas como coletivos, estavam instalando postos de controle em busca de apoiadores dos EUA. O Departamento também instou os cidadãos norte-americanos a deixarem imediatamente o país latino-americano.
"O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela observa que o alerta de segurança emitido pelo Departamento de Estado dos EUA se baseia em especulações com o objetivo de criar uma percepção de risco que, na realidade, não existe", diz o comunicado divulgado no sábado.
O ministério acrescentou que o país permanece "em estado de completa calma, paz e estabilidade", enquanto todas as povoações, rotas de transporte, postos de controle e sistemas de segurança funcionam normalmente e todas as armas da república estão sob controle.
No dia 3 de janeiro, os EUA lançaram um ataque massivo contra a Venezuela, capturando o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, e os levando para Nova York. O presidente dos EUA, Trump, anunciou que Maduro e Flores seriam julgados por suposto envolvimento em "narcoterrorismo" e por representarem uma ameaça, inclusive para os EUA.
A Suprema Corte da Venezuela transferiu temporariamente as funções de chefe de Estado para a vice-presidente Delcy Rodríguez, que tomou posse oficialmente como presidente interina perante a Assembleia Nacional no dia 5 de janeiro.
Rússia, China e Coreia do Norte condenaram veementemente as ações dos EUA. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia expressou solidariedade ao povo venezuelano e pediu a libertação de Maduro e sua esposa, bem como a prevenção de uma escalada da situação.


